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"Esse disco me fez um bem horrível", diz Marcelo Jeneci ao lançar 'De Graça'

22 out 2013
17h05
atualizado às 18h15
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Convidado do Terra Live Music Especial Natura Musical desta terça-feira (22), Marcelo Jeneci falou sobre seu segundo álbum de estúdio, De Graça , que acaba de chegar ao público. Questionado por um internauta se o disco precisou de “sofrimento” para ser concebido, o músico hesitou, mas acabou respondendo: “esse disco me fez um bem horrível. Então tem um pouco de sofrimento, sim”.

Segundo Jeneci, “a intensidade da vida” é o tema que conduz o álbum, e fatores como a separação de sua mulher também acabaram influenciando nas composições. “O sofrimento depende da vida em questão. Acho que a arte é afirmação da vida. Se a vida tem sofrimento, ela vai aparecer. Se não, não vai”, divagou. “A graça é aprender a lidar com a desgraça da vida e dar risada. Essa é a graça”, continuou. “Pra mim, tudo se deu de uma forma densa, mas nada cinza. Então a ideia era trazer um pouco esse astral”, acrescentou.

Acompanhado por Richard Ribeiro na bateria, Jeneci, que é multiinstrumentista, falou sobre a adaptação pelas quais as canções passam durante os shows. “Tento levar pro palco exatamente ou o máximo que a gente gravou no disco. Ou o contrário: entender que a situação é outra e o espaço a ser ocupado por cada show é diferente”, disse ele, ao afirmar que não gosta de execuções “perfeitinhas”, como se fosse um DVD. “As pessoas acabam usufruindo do poder de modificar as músicas”.

De Graça, por Marcelo Jeneci

Com show de lançamento marcado para 15 de novembro, em Belo Horizonte, De Graça conta com 13 faixas inéditas, compostas pelo músico ou em parceria com nomes como Arnaldo Antunes. Algumas canções ainda receberam arranjos de orquestra feitos pelo veterano Eumir Deodato. “O nome Eumir sempre foi muito distante, pelas coisas que ele já fez”, comentou Jeneci sobre o músico brasileiro, que já trabalhou com personalidades como Aretha Franklin e Frank Sinatra. “Ele não economizou em dizer o quanto estava animado em fazer (os arranjos)”, completou.

A vida é bélica, por Marcelo Jeneci

Os arranjos de orquestra, segundo Jeneci, são uma maneira de aproximar a música ao cinema, duas artes pela qual ele possui muito interesse. “Acho que o ponto zero dessa minha vontade de ter momentos melódicos nas canções e que busquem a imagem sonora da orquestra vem do fato de que a música e o cinema é a única divisão que eu vejo no meu pai. Meu pai é um cara jovem e que cresceu apaixonado pelas duas artes”, contou o músico. “Eu cheguei a um ambiente que respirava as duas coisas, então acho que daí vem a vontade de ir para o ambiente cinematográfico, em que aparece a orquestra”.

Entre um tema e outro, Jeneci também apresentou durante o Terra Live Music as canções De Graça, como Temporal, A Vida é Bélica, Só Eu Sou Eu, O Melhor da Vida, Um de Nós e De Graça , todas do álbum recém-lançado.

Só eu sou eu, por Marcelo Jeneci

Terra

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