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Vida de DJ
 
 

DJs com carreiras paralelas dão dicas de sobrevivência; veja

01 de janeiro de 2013 08h29

Davis é advogado e Marcos cirurgião plástico. Ambos também são DJs bem-sucedidos. Foto: Divulgação

Davis é advogado e Marcos cirurgião plástico. Ambos também são DJs bem-sucedidos
Foto: Divulgação

A figura do Disc Jóquei já existe há tempos e nos últimos anos está ganhando mais espaço, mercado e adeptos. Mas no Brasil a profissão de DJ não é regulamentada. Sem se preocupar com o debate pela regulamentação da profissão - que há anos se arrasta na Câmara dos Deputados - muitos discotecários se desdobram para se manter com carreiras paralelas.

É o caso de Davis Genuíno. Durante o dia, ele é o Dr. Davis, advogado. À noite, assume o papel do DJ Davis. As duas carreiras são estáveis e bem sucedidas. Davis é sócio de um escritório especializado em direito empresarial e é também residente de um dos clubes noturnos mais famosos do país, o D.EDGE, em São Paulo. E não é só isso. Davis é produtor musical e empresário. Ele está abrindo o próprio selo - pelo qual vai lançar o EP do projeto The Drone Lovers - e está prestes a inaugurar um bar/estúdio em São Paulo.

Marco Mastrandonakis tem história parecida. Marco é dono de uma clínica de cirurgia plástica e faz parte também do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Como DJ, ele é residente do Clash - famoso clube paulistano de música eletrônica. Marco conta que encontrou uma maneira de conciliar as duas profissões: pilotar as pickups para arrecadar fundos e viabilizar cirurgias para crianças com deformidades craniofaciais graves. Mas ele também escolhe um set list para ouvir durante as cirurgias: "Para lipoaspiração grande ouço Prog-Dance. Em cirurgias mais minuciosas como as do rosto, gosto de ouvir Indie ou Deep House. Ajuda na concentração", explica.

Tanto Marco quanto Davis concordam num mesmo ponto: para dar conta de tantas responsabilidades é preciso ter o suporte de uma boa equipe. E Davis acrescenta: "o cuidado com a saúde é fundamental. É preciso muita disposição para fazer tudo".

Disposição e comprometimento: "Se for levar a profissão de DJ a sério, respeite os colegas e o mercado. Não desvalorize a profissão. Tem muita gente entrando querendo ser DJ por diversão e não há nada de errado nisso. Porém, não tente atuar como amador em um mercado de profissionais. Tem muita gente que vive exclusivamente de música e você tem que admirá-las e respeitá-las para conseguir também seu próprio reconhecimento." diz Davis.
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