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Vida de DJ
 
 

Dirtyloud fala sobre o sucesso com o remix de 'Kick it'

13 de dezembro de 2012 07h08

Eduardo Nascimento e Marcus Vinícius Campos formam o duo Dirtyloud. Foto: Divulgação

Eduardo Nascimento e Marcus Vinícius Campos formam o duo Dirtyloud
Foto: Divulgação

A internet e as redes sociais têm ajudado cada vez mais os DJs brasileiros a conquistar espaço na cena eletrônica mundial. Um simples bate-papo online pode render importantes parcerias e até convites para gravações e participações internacionais.

Foi o que aconteceu com a dupla brasileira Dirtyloud. Eles estão fazendo sucesso com o remix de "Kick it", do Skism, e tudo começou em conversas na internet.

Nesta entrevista, Eduardo Nascimento e Marcus Vinícius Campos contam como está sendo a experiência, falam sobre seu estilo e preferências musicais e muito mais.


Como surgiu o convite para esse remix de "Kick it"?

Conhecemos o Skism pela internet e começamos a conversar, até que ele surgiu com a ideia de um "remix swap". Fizemos o remix para ele e está sendo um sucesso. Entramos no top 10 do Beatport, na categoria dubstep (oitavo lugar). Agora é só esperar pela versão do Skism de alguma track nossa, aguardem.

Vocês já conheciam Skism e Zomboy?

Conhecemos o Zomboy pessoalmente em nossa última tour pelos EUA, tocamos no Festival "Tramps Like Us" em San Diego. Skism só pela internet mesmo.

Vocês tem tracks em Electro House, Progressive House, Dubstep, Drumstep, Techno e Drum n Bass, mas em qual estilo se definiriam?

Por ser um estilo que focamos desde o princípio e o que mais temos tracks, diríamos que o Electro House. Porém, além das produções próprias de vários estilos, nós também variamos bastante em nossas apresentações. Mas o dubstep está mais presente em nossos sets.

O que vocês considerariam uma festa perfeita? O que não pode faltar?

Não pode faltar profissionalismo e organização do produtor da festa, se tiver 100% nesse aspecto, o resto é por nossa conta.

Vocês acham que a cena de Dubstep no Brasil só tende a crescer?

É um estilo muito forte em outros países, porém, o público no Brasil está acostumado a tracks com 4 kicks no chão, 4/4, e ainda não entendem muito bem o feeling do Dubstep, mas é algo que vem com o tempo. Creio que é um estilo que ainda vai "bombar", principalmente entre os mais novos.

Vocês tem algum caso inusitado ou engraçado que já aconteceu em alguma dessas turnês internacionais?

Uma vez, durante uma tour pelos EUA, estávamos num ritmo frenético, tocando em cinco festas seguidas e em cidades diferentes. Até quem um dia, o promoter nos deixou no hotel após a festa, acordo mais ou menos uma hora após ter deitado, olho no relógio e o relógio mostrava 6:00. Fiquei desesperado, arrumamos as coisas correndo, fizemos check out e pegamos um táxi para o aeroporto. No meio do caminho, conversando com minha namorada e falando que estávamos atrasados, que perdemos o vôo e iríamos perder a gig, ela acha estranho e me pergunta o porquê, pois ainda eram 4 ou 5 horas da manhã no Brasil.
Assim que ela me deu a notícia, olhamos para a rua e não tinha nenhum carro e percebi o sol típico das 6 da manhã ainda nascendo.
Foi aí que caímos na real que tínhamos dormido só uma hora e ainda eram 6 horas da manhã. (risos). Voltamos para o hotel, conseguimos resgatar nossos quartos novamente e finalmente descansamos um pouco.
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