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Terça, 30 de outubro de 2007, 09h29 Atrasos e diversidade marcam shows do Tim Festival em SP |
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O Tim Festival, que teve cinco noites de shows em diferentes palcos na cidade de São Paulo, foi marcado por atrasos. Quase todas as apresentações começaram depois do horário previsto, com o caso mais grave acontecendo no domingo, no Anhembi, quando a banda americana The Killers subiu ao palco às 4h da manhã, três horas após a previsão inicial.
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O festival também foi marcado pela diversidade. Do rap "boca suja" do grupo Spank Rock, passando pela MPB barulhenta de Cibelle, o indie rock dos Arctic Monkeys, aos experimentos eletrônicos do projeto Winona, o Tim Festival reuniu diferentes públicos em seus três palcos: o Auditório do Ibirapuera, a boate The Week e o sambódromo do Anhembi.
Os grandes destaques desta edição foram a delicadeza de Cat Power; o espetáculo visual da islandesa Björk, um dos artistas mais esperados pelo público; a festa de rock eletrônico promovida pelo DJ Girl Talk; a seleção de sucessos da banda americana The Killers e a banda cirKus, grande surpresa do festival.
Confira o que de melhor aconteceu no Tim Festival 2007:
Quinta-feira
O festival começou com uma seleção indie no auditório do Ibirapuera. O cantor Toni Platão, um pouco deslocado na programação, abriu a noite com seu repertório pop rock, recheado de covers. A musa indie Cat Power fez o primeiro de seus dois shows na cidade, empolgando o público, que aclamou as baladas melancólicas do pianista Anthony Hegarty e sua banda The Johnsons.
Sexta-feira
No Auditório do Ibirapuera, a programação foi mais dedicada ao jazz europeu, com destaque para o pianista do Quirguistão Eldar, de apenas 20 anos, uma das promessas mundiais do gênero.
Já na boate The Week, a noite eletrônica do Festival trouxe seis atrações. O DJ Gregg Gillis, conhecido por seu projeto Girl Talk, fez um dos melhores shows do festival, com uma performance ensandecida, com direito a dança no chão, no meio da pista, cercado pelo público.
Sábado
Substituindo a canadense Feist, que cancelou sua vinda ao Brasil por causa de uma crise de labirintite, Cat Power roubou a cena, e fez, segundo a própria, um show melhor que o de quinta-feira. A noite também contou com Katia B, que mostrou sua MPB com pitadas eletrônicas, e Cibelle, cujo ponto alto do show foi a participação especial da amiga Vanessa da Mata.
Domingo
No auditório do Ibirapuera, mais uma noite dedicada ao jazz, com destaque para o veterano Cecil Taylor e o organista Joey DeFrancesco, que contou com a participação especial de Bobby Hutcherson, que roubou a cena com seu vibrafone.
No Anhembi, o maior evento desta edição: o show que reuniu 23,2 mil pessoas, segundo a organização do festival. A noite começou com o rap eletrônico do Spank Rock, que desferiu suas letras cheias de palavrões. Depois, a música eletrônica do Hot Chip, que encerrou a apresentação com seu maior hit, Over and Over.
Björk, uma das artistas mais esperadas desta edição do festival, foi aclamada pela platéia, com um show bastante visual, que começou com canções mais introspectivas e depois transforou o Anhembi em uma grande rave.
Juliette Lewis, acompanhada de sua banda The Licks, apresentou um show sexy, fazendo caras e bocas e interagindo bastante com a platéia, que se empolgou com as poses da atriz. Em seguida, a banda inglesa Arctic Monkeys, umas das revelações do novo rock, fez um show curto, mas que agradou a platéia, que cantou junto com o vocalista Alex Turner em quase todas as canções.
Prejudicados pelo atraso de três horas, a banda The Killers, principal atração da noite, fez um show conciso, cheio de hits, que agradou o público que ainda permanecia no Anhembi. O vocalista Brandon Flowers lamentou a falta de tempo para apresentar um show completo da banda.
Segunda-feira
Encerrando a maratona paulistana do festival, o Auditório do Ibirapuera recebeu o escocês Craig Armstrong, que trouxe ao Brasil seu projeto eletrônico experimental Winona.
Mas o festival ainda reservou sua maior surpresa para o final. Com um show impressionante, Neneh Cherry voltou aos palcos à frente da banda cirKus, que mistura rock, reggae, hip hop e música eletrônica, criando uma sonoridade que agradou a platéia, que ovacionou a banda.
Com uma seleção que agradou dos jovens fãs de rock e música eletrônica aos mais velhos, apreciadores do jazz e da MPB, o Tim Festival 2007 acertou na escalação das atrações, mas deixou a desejar na organização.