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Domingo, 28 de outubro de 2007, 01h57 Com repertório consagrado, The Killers conquista platéia no Rio |
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Sem muito esforço e com o público ganho de antemão, os americanos do The Killers, que se apresentaram na noite deste sábado para 4 mil pessoas no Rio de Janeiro, não decepcionaram, reforçando, pelo menos para os fãs, o rótulo de serem uma das maiores bandas de rock da atualidade.
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Além de um palco ornamentado com microlâmpadas, flores, uma cortina preta, um letreiro luminoso que trazia o nome do segundo álbum do grupo - Sam's Town, lançado no ano passado - e um telão com cenas de Las Vegas, provavelmente a origem da exagerada cafonice, o quinteto ofereceu à platéia o que de melhor ela poderia esperar: um repertório repleto de sucessos.
Brandon Flowers (vocais, teclado e sintetizador), David Keuning (guitarra), Mark Stoermer (baixo), Ronnie Vannucci (bateria) e Ted Sablay (teclado e guitarra) deram boas-vindas aos fãs vestidos de paletó, colete e blusa social, como se fossem oferecer um grande concerto.
Destaque da apresentação, tanto por seu teclado melódico como por sua entrega, Flowers começou a dominar o público cantando a faixa-título do trabalho posterior a Hot Fuss - disco responsável por levar o grupo ao estrelato - e elogiando o coro que o acompanhou em "Enterlude", vinheta de abertura do mesmo álbum.
Jogando a platéia ainda mais para cima, o frontman emendou When You Were Young, ao fim da qual a banda foi ovacionada pela primeira vez na noite.
"Olá. Estamos felizes por estar aqui neste belo país. É nossa primeira vez e tudo é muito bonito e excitante", disse o vocalista afagando mais uma vez a platéia, que voltou a vibrar ao ouvir os primeiros acorde de Bones.
Dando socos no ar, subindo na caixa de retorno, regendo a platéia com as mãos e oferecendo o microfone aos fãs, sendo quase teatral em alguns momentos, Flowers, pouco a pouco, foi preparando o público para um dos momentos mais apoteóticos do show: o da execução de Somebody Told Me.
Em seguida, a banda engatilhou Smile, outro hit cantado em coro e embalado pelos teclados que tanto marcam as músicas do The Killers.
Amornando a apresentação para pegar fôlego para a segunda parte do espetáculo, o quinteto mandou Jenny Friend of Mine, Uncle Jonny e River, que, mesmo sendo mais lentas, não deixaram de empolgar os presentes, de faixa etária maior que a dos que lotaram ontem o show dos britânicos do Arctic Monkeys.
Na seqüência, River antecedeu outro ponto alto da noite, quando o grupo fez todos levantarem os braços e baterem palmas acompanhando a deliciosa Read My Mind.
E assim, com vários hits na manga e indo de sucesso em sucesso, como a quase disco On Top e a melódica Bling, o The Killers chegou às vibrantes Mr. Brightside e à radiofônica My List, cantada do começo ao fim.
Depois de outra ovação do público, o grupo deixou o palco, retornado logo depois para o tão desejado e requisitado bis.
Nos minutos finais do show, que durou cerca de uma hora e 20 minutos, o quinteto voltou a empolgar com uma versão electro Shadow Play, do Joy Division, Reasons e All These Things, com a qual Flowers retribuiu o acolhimento do público com uma performance catártica.