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Segunda, 30 de outubro de 2006, 09h52 Beastie Boys empolgam cariocas no encerramento do Tim Festival |
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A madrugada de segunda-feira foi atípica na Marina da Glória, no encerramento carioca da edição 2006 do Tim Festival. Se de um lado pouco mais de 100 pessoas se aglomeravam para encarar a música experimental e difícil do trio nova-iorquino Black Dice no palco Lab, na outra ponta, a platéia disputava espaço para dançar ao som dos MCs dos Beastie Boys, no Stage.
Veja a foto ampliada!
Veja mais fotos!
Assista a trecho do show dos Beastie Boys!
Assista a trecho do show do Instituto!
Assista a trecho do show do DJ Shadow!
Os Beastie Boys fizeram o show mais esperado e mais empolgante do festival. Os 4000 ingressos já haviam se esgotado logo no início do mês, mas a empatia com o público foi maior que a do Daft Punk, outra grande atração do festival que também estava com platéia lotada.
Vestidos de terno e gravata, os três nova-iorquinos do Brooklyn (Ad-Rock, MCA e Mike D, mais o DJ Mike) escolheram um repertório que passeou por sucessos como Do It, Root Down, No Sleep Till Brooklyn, Brass Monkey, Body Movin e Sure Shot, além de Intergalactic e Sabotage, que encerraram o show de quase uma hora e meia.
A noite de hip hop começou com os paulistanos do Instituto, politizados lembrando os resultados das eleições que ocorreram no domingo. "Independente de Alckmin ou Lula, o importante é o povo brasileiro", bradaram repetidas vezes os MCs Marcus Vinícius Silva e Roberto Leite.
Depois, foi a vez do também norte-americano DJ Shadow fazer um show que esquentou a platéia para a atração seguinte. "Curtam os Beastie Boys", disse ao final da apresentação, que teve músicas de seu mais recente trabalho, The Outsider, e poucos sucessos antigos.
O Novo CD de Caetano Veloso
Numa espécie de pré-lançamento do seu novo show, baseado no CD Cê, lançado no mês passado, Caetano entrou no palco Lab pouco depois das 3h para animar uma platéia decepcionada com a performance do Black Dice.
Graças a um empenho da produção, o local foi tomado por convidados que ficaram até 4h20 para acompanhar as novas músicas.
Escalado de última hora, Caetano mostrou, como no novo disco, estar atento ao rock e ao rap. Acompanhado de Pedro Sá (guitarra e baixo), Ricardo Dias Gomes (baixo e teclados) e Marcelo Callado (bateria), cantou as 12 músicas do novo trabalho - Outro, Minhas Lágrimas, Homem, Waly Salomão, Deusa Urbana, Musa Híbrida, Sonho, Por quê?, Não me Arrependo, Herói, Odeio e Rocks".
Ao final do show, solicitado para um bis, voltou ao palco dizendo que não poderia continuar por causa do horário tardio, mas cantou mais três músicas: You Don''t Know Me, do disco Transa, de 1972, e Como Dois e Dois, de Roberto Carlos, além de introduzir a última canção do bis (Nine Out of Ten) com Mora na Filosofia.
Antes, na abertura da noite, o gaúcho Marcelo Birck (ex-Graforréia Xilarmônica, que mistura o rock dos anos 1960 com colagens, ruídos e técnicas eletroacústicas) mostrou sua música conceitual a um público muito pequeno, que só aumentou para a entrada do trio de jazz acústico The Bad Plus.
O festival faz uma última parada nesta terça-feira, 31, em Curitiba, onde se apresentam Nação Zumbi, DJ Shadow, Patti Smith, Yeah Yeah Yeahs e Beastie Boys.