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Tim Festival 2005
Quarta, 26 de outubro de 2005, 09h59  Atualizada às 13h23
Strokes empolgam público de Porto Alegre
 
Sabrina Fonseca/Divulgação
Apresentação do The Strokes lota ármazem em Porto Alegre
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O público lotou o armazém em frente ao Aeroporto Salgado Filho para conferir a edição gaúcha do Tim Festival. A noite, que contava com os nova-iorquinos do The Strokes como atração principal, brindou os presentes com rock, ousadia e energia na medida certa.

Veja as fotos!
Visual dos integrantes do The Strokes inspira jovens

Muitos ainda chegavam ao local enquanto os Acústicos e Valvulados faziam o seu show. O rock gaúcho serviu de boa abertura para a celebração que viria a seguir.

Os sete integrantes do grupo canadense The Arcade Fire tomaram o palco ainda sob alguma suspeita por parte da platéia. A cautela que ainda poderia pairar, no entanto, foi rapidamente vencida pela performance visceral dos músicos. A abertura, com a guitarreira de Wake Up, conseguiu levantar os ânimos. Como vem sendo costume, uma versão de Aquarela do Brasil ajudou a despertar uma empatia ainda maior.

Mesclando ambientações oitentistas de teclados, instrumentos diversificados, belíssimas baladas redentoras e melancólicas e uma vocação para o espetáculo, o Arcade Fire se saiu muito bem em suas apresentações no País. A empolgação que tomou conta do ambiente foi extravasada no final, quando Richard Parry literalmente subiu pelas paredes tocando sua percussão, para o delírio de todos.

A espera para que as estrelas norte-americanas entrassem em cena provou-se um pouco tensa. Houve bastante empurra-empurra no meio da galera, e muita gente preferiu se posicionar ao fundo do armazém para assistir a tudo com mais tranqüilidade. Nessa hora, o bom som do local compensou qualquer posicionamento.

Pouco antes da meia-noite, lá estavam eles. Julian Casablancas, vestindo o mesmo traje utilizado no show de São Paulo, botou junto com seus comparsas todo mundo a pular. A largada Under Control já saiu empolgando, preparando as doses de rock ainda por vir.

E tome hits, porque os Strokes não têm poucos. Do primeiro disco, Hard To Explain ganhou mais pegada com as guitarras à toda ao vivo. O mesmo aconteceu com New York City Cops, ainda mais garageira e suja, que foi cantada em uníssono por todos os lados. Um dos ápices foi 12:51, de Room On Fire, com seu dedilhado de guitarra que mais parece um teclado. Das novas, Razor Blade também causou uma boa impressão.
 

Redação Terra