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Elvis Costello chamou o público para dançar na última noite do TIM Festival, no domingo (dia 24), enquanto os noruegueses do King of Convenience tentavam silenciar a platéia que não parava de falar no palco Lab com a balada Corcovado), de Tom Jobim.
Costello, inglês de Liverpool, entrou no palco principal pouco depois das 23h30. A configuração havia sido alterada em relação aos outros dois dias de festival para a colocação de mesas. A estrutura também valeu para o show anterior, dos nova-iorquinos do Television, que fizeram nove músicas, agradando aos fãs que seguem a banda mesmo com seus hiatos de gravação, desde os anos 1970, quando surgiu.
Logo nas primeiras canções de Costello, o músico começou a sinalizar para que a platéia se levantasse e tomasse a frente do palco. Atendido, fez um espetáculo com a banda The Imposters, com quem gravou recentemente um disco.
A apresentação começou com Uncomplicated, indicando que seria de fato um show para dançar. As conhecidas baladas ficaram para o final da apresentação, especialmente no bis, quando ele cantou She, de Charles Aznavour, e entoou versos de Suspicious Minds, imortalizada por Elvis Presley.
Entre as principais canções do show de Costello estavam Clownstrike, End of the World, Radio Radio, Country Darkness, Less than Zero, Chelsea, Detectives e Monkey to Man.
Kings e Morcheeba - Antes de entoar a segunda música do show, os noruegueses Eirik Glamblek Boe e Erlend Oye, do Kings of Convenience, pediram silêncio, mas foram ignorados pela platéia. O público pediu para eles cantarem mais alto. "Nós não tocamos alto", explicou Erlend, visivelmente incomodado. Ele voltaria a pedir silêncio e a chamar a atenção do público em outros momentos do espetáculo.
Acostumados a platéias silenciosas, os dois rapazes de voz baixa entraram no palco apenas com dois violões e um piano, utilizado vez ou outra. Mesmo assim, Erlend, com uma dancinha que prendia a atenção do público, parecia se divertir.
Depois de tanto insistir por mais silêncio, sem sucesso, Eirik tomou o microfone para cantar Corcovado, clássico da bossa nova, o que pareceu satisfazer a platéia. "Queria fazer uma pergunta ao pessoal aí de trás: Vocês vieram aqui para ver quem? A próxima música é para o pessoal da frente", ofereceu.
Apesar de alguma tensão, o show terminou com muitos aplausos e um bis inesperado. Ao encerrar a apresentação das nove músicas escolhidas de suas gravações, os noruegueses anunciaram que permanecerão no Rio por uma semana e convidaram os fãs para comparecer ao hotel onde estão hospedados, em Ipanema, para comemorar os 30 anos de Eirik, na terça-feira. A platéia, então, cantou Parabéns a Você - algo que eles só perceberam no finalzinho.
Depois da apresentação, ambos desceram na platéia e conversaram com o público durante o show seguinte, do Morcheeba, que fechou a noite no TIM Lab. O grupo fez sua primeira apresentação no Rio, já com a nova vocalista, Daisy Martey, que entrou no lugar de Skye Edwards.
Em uma apresentação que incluiu as clássicas Part Of The Process, Sao Paulo e Rome Wasn't Built In A Day, o grupo trouxe 16 de suas músicas para fechar a noite.
Segundo a assessoria de imprensa do festival, o evento reuniu 61 mil pessoas entre Rio e São Paulo. Só no Rio, onde se concentraram as principais atrações, o público somou 31 mil pessoas, incluindo as pessoas que ficaram no Village.
Na terça-feira, Porto Alegre e Belo Horizonte assistem ao TIM Festival. The Strokes e The Arcade Fire tocam na capital gaúcha, enquanto Elvis Costello e Dr. John se apresentam em Minas.
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