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Tim Festival 2005
Segunda, 24 de outubro de 2005, 11h23 
Programação jazzística encerrada com ecletismo
 
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O ritmo imperou no palco Club na última noite do TIM Festival, no domingo. Seja no samba de Dona Ivone Lara, na latinidade dos The Conga Kings ou no "fonk", como Dr. John costuma chamar sua música, os shows foram mais dançantes do que se poderia esperar de um palco jazzístico.

O palco foi aberto com os "reis da conga", os cubanos Carlos "Patato" Valdés e Candido Camero, mais o porto-riquenho Giovanni Hidalgo. Uma muralha percussiva deu mais balanço a clássicos como Oye Como Va e Manteca.

Mas não faltou um jazz, A Night in Tunisia, para o qual eles convidaram a cantora Leny Andrade para dar uma canja. Ela, que estava na platéia, subiu ao palco brincando: "Ai, meu Deus, não sei o que vou fazer aqui, eu estava saindo pra fumar." E emendou: "É, eu sou daquelas cantoras que fumam, pra não cantar fino." No fim, cantou uma melodia de Duke Ellington.

Dona Ivone Lara, igualmente bem-humorada e simpática, levantou o público, com grande parte das pessoas saindo das mesas para sambar nos corredores laterais. Clássicos como Sonho Meu e Alvorecer foram cantados em coro pela platéia.

No show de Dr. John, o público também abandonou as mesas e foi dançar na frente do palco. Ele é um mestre do "fonk", termo que não designa um gênero musical, mas sim uma mistura de ritmos típica de Nova Orleans: funk, R&B, jazz, blues e músicas de Carnaval. Jambalaya, Tipitina, Indian Red, When the Saints Go Marching in e Goodnight Irene foram alguns exemplos do repertório eclético que ele apresentou.

O músico tocou piano, órgão (às vezes ao mesmo tempo), pandeiro e chocalho. Em cima do piano, uma caveira fazia referência ao vodu, que alguns ainda praticam na cidade que foi devastada pelo furacão Katrina.
 

Reuters

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