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 M.I.A. canta Fire fire no Tim Festival |
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A segunda noite do Tim Festival, no sábado, entrou para a galeria de momentos mais marcantes do evento com a definitiva inclusão do funk carioca na música mundial, em shows que aconteceram no palco Tim Stage. Os canadenses do Arcade Fire e os norte-americanos do Wilco também foram destaques do dia, com apresentações no palco Tim Lab.
Fotos: show M.I.A!
Fotos: show De La Soul!
Vídeo: show M.I.A.
Vídeo: show De La Soul
Vídeo: show Wilco
Vídeo: show The Arcade Fire
Vídeo: show SpokFrevo
Vídeo: show Lado 2 Estéreo
Vídeo: show Enrico Rava
Vídeo: show Wayne Shorter Quartet
Vídeo: show Strokes Rio 
Vídeo: show Kings Of Leon 
Vídeo: show Mundo Livre S/A 
Vídeo: show Bob Mintzer Big Band
Programação completa
A rapper cingalesa M.I.A., uma das incógnitas do festival, subiu ao palco Stage pouco antes das 23h30 para um show aquém do frisson que sua aproximação do funk carioca causou desde que sua escalação foi anunciada. O DJ inglês Diplo, seu namorado, comandou as picapes.
Quem roubou a cena, no entanto, foi a funkeira Deize Tigrona, autora de mais de 20 músicas de duplo sentido e cujos versos remetem ao feminismo. Ela foi chamada por M.I.A. para participar da apresentação já que a base de Bucky Done Gun vem da música Injeção, sucesso dos bailes funk cariocas.
M.I.A. dançou ao lado da backing vocal caribenha Cherry e arriscou passos parecidos com os das funkeiras, mas tinha em sua única discografia (Arular) a limitação de fazer um show curto e sem surpresas ¿com as músicas Pull Up, Fire Fire, Sunshowers, Amazon, 10 Dollar, Eurythnics, Bucky Done Gun, Galang, Bingo, Hombre e Uraqt.
Mas após a sétima canção, bastou entrar a batida do hit Boladona, gravado por Tati Quebra-Barraco, para o público responder com mais animação e transformar o show num grande baile funk.
A rapper, que demonstrou simpatia com o público, deixou o microfone nas mãos de Deize Tigrona para duas músicas, tempo suficiente para levá-la a um status nunca antes obtido em sua carreira artística.
Moradora da favela Cidade de Deus, ela trabalhou como empregada doméstica até agosto passado. Recentemente, a funkeira de 26 anos fez apresentações na França e é tema do documentário Sou Feia, Mas Tô na Moda, da diretora Denise Garcia, que está sendo negociado com a TV da Grã-Bretanha.
"Ainda há preconceito, mas não tanto. O pessoal da alta sociedade vai começar a falar bem do funk. Não tem como esconder mais embaixo da saia. Funk é liberdade e igualdade. É poder falar coisas que antes não podíamos", disse à Reuters logo após deixar o palco.
A noite do Tim Stage começou com a apresentação do De La Soul, com um público visivelmente menor que o do primeiro dia, quando o The Strokes dominou as atenções. O rapper Dizzee Rascal encerrou a noite do palco.
Já na madrugada de domingo, o funk carioca voltou à cena. Depois dos shows no palco principal, o galpão virou uma grande pista de dança.
Diplo, namorado de M.I.A., voltou ao local para discotecar antigos sucessos da noite e mostrar o que vem sendo chamado de "superfunk," uma mistura do funk carioca com a música eletrônica, sucesso nas pistas da Europa.
A principal marca de Diplo foi ter levado a música da favela para fora do Brasil. O interesse dele e da namorada deve gerar novas incursões pela música carioca e também um documentário para o cinema, produzido e gravado por Diplo nos próximos três meses, tempo no qual ele ficará no Rio.
TIM LAB - ARCADE FIRE E WILCO
As atenções do dia também se voltaram para o palco Tim Lab, com as aguardadas apresentações dos canadenses do Arcade Fire e dos norte-americanos do Wilco.
O Arcade Fire fez um show econômico, porém musicalmente vigoroso, com dez músicas - Wake Up, Laika, No Cars Go, Haiti, Age of Consert, Brazil, Crown of Love, Neighborhood, Power Out e Rebellion.
A banda deixou a platéia com sede de bis, falta pela qual o público protestou com vaias.
Durantes as últimas músicas, a criatividade do percussionista William Butler (irmão do vocalista Win Butler) foi destaque, quando ele começou a tirar som da estrutura de alumínio do palco. Depois, ele escalou a estrutura, jogou seu sintetizador no chão, deitou-se no palco e cantou juntinho do irmão.
O Wilco, banda de longa trajetória que representa um country rock norte-americano, também empolgou a platéia com suas baladas, recheadas de instrumentais poderosos, que acabaram prolongando a apresentação. Foram 21 músicas - 12 na apresentação, oito de bis e uma de Bob Dylan para o duplo bis.
O show do Wilco foi marcado pelas canções Poor Places, Kingpin, Break your Heart, Muzzle of, Handshake Drugs, Shot in the Arm, At Least, Misunderstood, Hummingbird, War on War, Jesus etc., Walken, I'm the Man, Spiders, Via Chicago, Late Greats, HMD, Monday, Outtasite e I'm a Wheel.
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