Notícias por e-mail
Receba notícias no seu e-mail
  Fale conosco
Escreva com críticas e sugestões
Tim Festival 2005
Domingo, 23 de outubro de 2005, 12h46 
John McLaughlin estrela noite da "world music"
 
 Últimas de Tim Festival 2005
  • Strokes empolgam público de Porto Alegre
  • Noruegueses cantam bossa e Costello anima o RJ
  • Programação jazzística encerrada com ecletismo
  • Morcheeba e Dr. John garantem sucesso no domingo
  • Busca
    Busque outras notícias no Terra:
    A noite de sábado teve até frevo, mas foi o guitarrista inglês John McLaughlin quem mais se distanciou do jazz tradicional no palco Club do Tim Festival, no segundo dia do evento. Ele apresentou seu projeto Remember Shakti, que une música indiana e ocidental, além de efeitos eletrônicos.

    Vídeo: show Wilco
    Vídeo: show The Arcade Fire
    Vídeo: show M.I.A.
    Vídeo: show De La Soul
    Vídeo: show SpokFrevo
    Vídeo: show Lado 2 Estéreo
    Vídeo: show Enrico Rava
    Vídeo: show Wayne Shorter Quartet
    Vídeo: show Strokes Rio
    Vídeo: show Kings Of Leon
    Vídeo: show Mundo Livre S/A
    Vídeo: show Bob Mintzer Big Band
    Programação completa

    Os quatro integrantes do grupo (mais o cantor Shankar Mahadevan, em participação especial), tocando sentados no chão, criaram um ritmo frequentemente hipnótico como um mantra, embora sempre com alta intensidade e volume. A música é tão fora dos padrões ocidentais que o público, volta e meia, aplaudia em momentos errados.

    Por sinal, o número mais aplaudido das duas primeiras noites do palco Club foi quando McLaughlin e U. Shrinivasa (bandolim elétrico indiano) revezaram-se tocando frases que eram repetidas ou respondidas por V Selvaganesh (percussão) e Zakir Hussain (tabla), numa sucessão de duelos de cordas e percussão.

    Até o trompetista italiano Enrico Rava, segunda atração do sábado, aderiu ao multiculturalismo e temperou seu jazz ortodoxo com uma canja do brasileiro Robertinho Silva.

    Correndo da bateria para o kit de percussão e dançando o tempo todo, Robertinho aqueceu e roubou o show. Antes de sua entrada - ele tocou nas duas últimas músicas -, Rava, pioneiro do jazz italiano, trouxe altas doses de cool jazz e forte influência de Miles Davis.

    A pernambucana SpokFrevo Orquestra, que abriu a noite, confirmou ter muito em comum com o jazz, sobrepondo ao ritmo do frevo arranjos de metais e palhetas típicos de big bands, além da influência de Charlie Parker no saxofonista alto Spok.

    No final do show, o bandleader fez uma didática e divertida explanação, ilustrada pela banda, dos diferentes tipos de frevo. O repertório incluiu clássicos do gênero como Vassourinhas, Mexe com Tudo e Frevo Sanfonado.
     

    Reuters

    Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.