|
|
 |
Busca |
|
Busque outras notícias no Terra:
|
 |
|
O saxofonista Wayne Shorter e sua banda, uma das melhores do jazz contemporâneo, passaram boa parte do show da noite de sexta-feira, no Tim Festival, improvisando coletivamente, fazendo com que apenas cacos de melodias deixassem as músicas reconhecíveis.
O pianista panamenho Danilo Perez, um dos grandes talentos da nova geração, atua praticamente como diretor artístico do quarteto. O inquieto baterista Brian Blade está sempre disposto a comentários imprevisíveis, enquanto o contrabaixista John Patitucci raramente limita-se ao acompanhamento.
O líder, 71 anos, foi quem menos tocou durante a apresentação no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro, talvez tentando se poupar devido à idade. Mas, quando o fazia, mostrava estar ainda cheio de idéias, seja ao tenor etéreo e melancólico, ou ao soprano estridente.
O quarteto fez um tour-de-force com apenas cinco números, destacando-se Go, Smilin through e Joyrider, todas de autoria de Shorter. Não custa lembrar que ele contribuiu para o repertório de Miles Davis nos anos 1960, criando standards como Nefertiti e Footprints.
A primeira atração do palco Club foi Bob Mintzer Big Band. O saxofonista, bem-humorado, mais conhecido como integrante do Yellowjackets, traz para um contexto atual a sonoridade das velhas orquestras, com um grupo de 15 músicos.
No segundo show da noite, Russell Malone, ex-guitarrista de Diana Krall, teve como parceiro o jovem pianista Benny Green. Juntos, eles tornaram sofisticadas canções pop dos Carpenters e de James Taylor.
Green superou-se em Reunion Blues, simulando a cadência do vibrafone, instrumento do autor da música, Milt Jackson. Malone destacou-se na vertigem de Jingles, de Wes Montgomery.
A dupla foi prejudicada por insistentes estalos no amplificador do guitarrista. Por duas vezes ele chegou a ficar desconcertado. O público, solidário, o aplaudia, para não deixar a peteca cair.
|