| Reinaldo Marques/Terra |
 O Pet Shop colocou o público para dançar na madrugada fria de segunda-feira em SP |
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Após a viagem temporal de Brian Wilson, o palco Stage transformou-se em Motomix, e com o Pet Shop Boys a jornada ao passado prosseguiu. Desta vez, o destino foi a década de 80, e o "tecnopop" do duo que colocou o público para dançar neste domingo no TIM Festival 2004.
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A longa fila que se formou na entrada da tenda, enquanto Brian Wilson ainda arriscava os primeiros acordes de seu show, denunciavam a ansiedade do público em conferir a nova fase do Pet Shop Boys.
A espera de quase quatro horas até o início da apresentação valeu a pena para quem queria ouvir os clássicos do grupo. Em um palco rebuscado com colunas de luzes, o grisalho vocalista Neil Tennant e o tecladista Chris Lowe abriram a noite com a trinca Rent, Flamboyant e West End Girls.
A faixa Se A Vida É, com trechos cantados em português, arrancou o primeiro coro da platéia. E foi assim que a dupla conduziu a noite: com temas como Domino Dancing, Suburbia e NYC Boy.
Sucesso na década de 90, a versão da dupla para o clássico Always On My Mind, de Elvis Presley, levou o público a uma sensação de delírio coletivo no show que teve ainda Streets e Go West.
Mas ainda faltava alguma coisa no repertório do Pet Shop Boys. Para muitos, deixar o clássico máximo do grupo como fechamento seria óbvio demais. Mas foi com It´s A Sin que a platéia veio abaixo. Numa noite memorável, a dupla fez um show despido de pecado.
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