| Tim Festival/Divulgação |
 O Pet Shop Boys já esteve no Brasil, em 1994. O duo até registrou o show no vídeo, Discovery - Live in Rio |
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O que seria dos anos 80 se não fossem os Pet Shop Boys? Em 1981, Neil Francis Tennant (nascido em 10 de julho de 1954, na Inglaterra), graduado em História e editor de uma revista de música chamada Smash Hits, encontrou, numa lojinha de King's Road, o circunspecto músico Christopher Sean Lowe, estudante de arquitetura em Liverpool e filho de um trombonista de jazz. Chris tocava teclados, àquela altura, numa big band chamada One Under the Eight. Neil Tennant já tinha tocado num grupo folk de Newcastle chamado Dust.
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Almas gêmeas musicais, eles viram o futuro. Durante dois anos, fizeram umas demos juntos e prepararam o terreno, dando o nome ao seu projeto musical de Pet Shop Boys, em homenagem a uns amigos que tinham uma loja de animais em Ealing. Em 1984, o Pet Shop Boys estreou com o single West End Girls, e tornou-se um cult imediato. Um som deslavadamente dance, pop, escorado em sintetizadores, acabou se tornando um paradigma do chamado tecnopop oitentista. Em 1986, eles lançaram o disco de estréia, Please, com hits inapeláveis, como Suburbia e Love Comes Quickly. Um ano depois, por West End Girls, Tennant receberia seu primeiro Brit Award das mãos do glamuroso Boy George (enquanto o garoto tímido Lowe assistia ao show em sua casa, pela TV).
Dali em diante foi só sucesso. O grupo cantou Always On My Mind na festa do décimo aniversário da morte de Elvis, ganhou mais um punhado de Brit Awards, tornou-se amigo da nata do mundo gay britânico (como o ator Ian McKellen), produziu a diva do mundinho Liza Minelli (Losing my Mind) e continuou emplacando clássicos, como Domino Dancing. Em 1992, o tablóide The Sun anunciou que eles estavam se separando, "entediados por terem apenas se tornado pop stars após 11 anos de sucessos". Tennant foi à Rádio BBC desmentir, e o grupo seguiu adiante. Os anos 90 foram menos destacados em sua carreira.
Mestres do estúdio numa época em que isso não era bem visto, trabalharam com David Bowie (Hello Spaceboy) e Tina Turner (Confidential). Em 1994, estiveram no Brasil (lançaram até o show em vídeo, Discovery - Live in Rio), com hits como It's a Sin e I Will Survive.
Quando voltou à cena, em 1999, após um período de hibernação, o duo lançou Night Life, um discão dance bem divertido, um pouco mais distanciado daquele tecnopop melancólico que era moda nos anos 80. Em 2002, lançaram Release (EMI), seu primeiro disco no novo século, e voltaram a fazer o gênero dance-existencialista. Hoje, apesar de "coroas", Neil Tennant (voz, teclados e violão) e Chris Lowe (teclados e programação) são dois arautos da delicadeza no mundo dance.
"Mande-me um e-mail que diga eu te amo", sussura Neil Tennant em E-Mail, canção fofinha de insegurança eletrônica. Estão em plena forma, divertindo-se adoidados. Como eles afirmam na canção Happinnes Is An Option (sob uma base sampleada de Vocalise, de Rachmaninov): "Eu não preciso ganhar/ você não tem que perder". Beleza. Uma música embalada por pílulas de sabedoria da vida noturna. "A vida não é fácil/ Então por que você não fica com o amor de que necessita/ E não com o demônio que você paga?".
O Pet Shop Boys se apresenta no dia 07 de novembro ao lado do DJ brasileiro Mau Mau, no palco Motomix, às 2h.
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