| Tim Festival/Divulgação |
 Em janeiro de 2004, sai o Grenade lançou seu tão aguardado CD (Slag Records). Ele mostra uma nova sonoridade, mais barulhenta e menos calminha |
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O nome e as letras cantadas em inglês podem até confundir, mas Grenade é uma banda made in Brasil, mais precisamente vinda do Paraná, atual celeiro de várias bandas de rock de estilo indie guitar que costumam utilizar o idioma de Shakespeare para se expressar sem ter o menor problema quanto a isso.
Confira programação
A trajetória do Grenade se divide em dois momentos. No início da década de 90, o guitarrista e vocalista Rodrigo Guedes integrava a banda paulista Killing Chainsaw, uma das pioneiras do indie rock nacional. A banda gravou dois discos (Killing Chainsaw, 1992; e Slim Fast Formula, 1993) e deu início a uma nova geração de músicos e bandas independentes que surgiriam mais tarde. A importância do Killing Chainsaw na cena é fato.
Passados alguns anos, em 1998, Rodrigo retornou à cena, sozinho, gravando suas músicas em casa, cuidando da gravação, produção e até mesmo distribuição de seus discos. Foi assim que nasceu o Grenade, a princípio, uma banda-de-um-homem-só. Mas muito produtiva. Em menos de dois anos lançou três álbuns: A Child´s Introduction to Square Dancing, de 1998 (totalmente gravado em casa com apenas um violão, um microfone e alguns efeitos de computador); Out of Body Experience, de 1999 (mais folk, com maior presença da psicodelia, numa mistura de samples, computadores e violões); e Shortwave Young Love Kingdom, também em 1999 (na verdade uma compilação de canções extraídas das gravações dos dois lançamentos anteriores e reunidas num único álbum).
Em 2001, o Grenade assume a sua forma definitiva como uma banda de rock e resolve mostrar a cara. Contando com Eric (guitarra), integrante do Grenade e parceiro de Rodrigo desde 99, Vitor (bateria) e Paulo (baixo), começaram uma nova etapa, mais orgânica e voltada para os palcos. Neste ano a banda fez shows em várias cidades (Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Maringá, Londrina, Sorocaba, Goiânia) e participou de quase todos os grandes festivais independentes nacionais, como Balaio Brasil, Circadélica, Geração Pedreira, Upload e Goiânia Noise Festival.
Em 2003, o Grenade descansa da estrada e começa a preparar o primeiro disco realmente como banda. São registradas 16 canções ao vivo num pequeno estúdio em Londrina, que foram masterizadas nos Estados Unidos (por Steve Fallone, profissional que já masterizou discos do Luna, do Sonic Youth e o aclamado álbum Room On Fire dos Strokes). Após definir o lançamento com a gravadora Slag Records, a banda lança uma compilação de músicas inéditas chamada Splinters (2000#2002) através do selo Bay King Music (BH). Nela estão 14 músicas que encerram a primeira fase da banda.
Em janeiro de 2004, sai o tão aguardado CD Grenade (Slag Records). Ele mostra um novo Grenade, mais barulhento e menos calminho, já soando totalmente como uma banda, integrada. A coroação dessa trajetória virá com o show no TIM Festival, no qual a banda mostrará definitivamente porque o tempo e a espera foram importantes para a formação do Grenade.
O Grenade se apresenta no dia 07 de novembro, antes dos americanos do Mars Volta e dos britânicos do Libertines, no palco Lab, às 23h.
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