| Divulgação |
 O Primal Scream virá o Brasil pela primeira vez |
|
|
 |
Busca |
|
Busque outras notícias no Terra:
|
 |
|
Um grito primal que ecoa desde os anos 80 até hoje, repercutindo em diversas áreas musicais. Esse é o Primal Scream, um dos mais inovadores e influentes grupos de todos os tempos. Tão influente e inovador que simplesmente fez o conceito de rock - na Inglaterra e, por tabela, em todo o mundo - ser redefinido, absorvendo elementos da cultura dos DJs e da dance music. Com o clássico Scremadelica, lançado em 1991, o grupo liderado pelo vocalista Bobbie Gillespie expandiu limites e alistou samples e baterias eletrônicas no quartel general do rock, ao lado de baixo e guitarra.
Confira programação
O Primal Scream nasceu em 1984, pelas mãos de Gillespie, que fazia jornada dupla, também tocando bateria com o seminal grupo Jesus & Mary Chain. Após alguns singles de pouca repercussão, Gillespie largou as baquetas e o JAMC, passando a se dedicar full time ao Primal Scream, ao lado dos guitarristas Andrew Innes e Robert Young. Seu primeiro disco, Sonic Flower, saiu em 1997, saudado pelo jornal New Musical Express como uma das melhores novidades do ano. O sucessor, Primal Scream, lançado dois anos depois, também não foi mal das pernas. Mas o melhor ainda estava por vir.
Envolvido pela explosão da acid house e da dance music na Inglaterra na virada dos anos 80/90, o Primal Scream passou a trocar figurinhas com DJs (em especial, Andy Weatherall), ouvir outros sons e repensar sua própria música. O resultado dessa mudança foi Screamadelica, um fantástico caldeirão de sons, temperado por dub, techno e rock, a psicodelia dos anos 60 transferidas para os anos 90. Fazendo jus à clássica frase de Hendrix (If Six Was Nine), o disco se tornou um perfeito retrato da geração rave.
No trabalho seguinte, o Primal quebrou todas as expectativas e em vez de avançar duas casas, preferiu recuar suas peças. Give Out But Don´t Give Up, de 1994, foi mais um tributo ao som clássicos dos Stones e Free do que um mergulho ainda mais profundo no futuro, como esperavam todos. Dois anos depois, o relógio voltou a rodar para frente: o grupo fez uma música para o filme Trainspotting e na seqüência botou o disco Vanishing Point nas ruas. Com ele, retomou aos trilhos da inovação consagrados pelos caminhos abertos por Screamadelica.
Desde então, o Primal Scream não tem jogado bolas fora. Os discos XTRMNTR e Evil Heat (que contou numa faixa com a modelo Kate Moss, que namorou Gillespie) mantiveram Gillespie e cia. na frente do pelotão, misturando fúria quase punk com grooves de pista. Por isso, seus shows fazem bonito tanto em festivais de rock como de música eletrônica. Nem poderia ser diferente. O Primal Scream é tão intenso que derruba barreiras.
O Primal Scream se apresenta ao lado de PJ Harvey e Picassos Falsos no palco Stage, dia 06 de novembro, às 21h30.
|