| Ruí Mendes/Divulgação |
 A banda Picassos Falsos retorna após 16 anos com o álbum Novo Mundo |
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Quinze anos atrás, com apenas dois álbuns no currículo, Picassos Falsos, de 1987, e Supercarioca, de 1988, o quarteto carioca se separou. Ficou cada um por si: o vocalista Humberto Effe gravou um álbum solo pela Virgin, em 1995, antes de mergulhar no trabalho de compositor para Cris Braun, Toni Platão, Roberto Frejat, e Skank, e de colaborar com Dado Villa-Lobos na trilha do longa Buffo & Spalanzani. O guitarrista Gustavo Corsi virou giggeiro, músico contratado para acompanhar Ivo Meirelles, Dulce Quental, Marina Lima, Gabriel O Pensador, Kátia B e Cláudio Zoli. Quando sentiu saudades de trabalhar em banda, formou a Rio Sound Machine. O baixista Romanholli dedicou-se integralmente ao jornalismo. O baterista Abílio Rodrigues abriu uma loja de instrumentos, formou-se professor em Filosofia e tratou de estudar música.
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"Foi uma grande pena a banda ter acabado", recorda Abílio: "Tinha um potencial enorme ainda não realizado". "Supercarioca era uma bela carta de intenções", define Gustavo referindo-se ao segundo álbum da banda, 'que precisava de mais trato". Coube a Abílio pegar o telefone e reconvocar a banda, em 2001. Ele e Romanholli haviam se reencontrado por conta do Diamante Cor de Rosa, projeto do baixista focado no repertório de Roberto Carlos. Mas retomar os Picassos Falsos tornou-se a prioridade. "Fiquei um pouco cético", lembra Humberto. "Demorou alguns meses de laboratório para a gente se reencontrar".
Se a reunião dos Picassos Falsos coincidiu com a reforma de outras bandas dos anos 80, houve o compromisso de se distanciar ao máximo de qualquer manifestação de saudosismo. "Não queria ser mais um com nada de novo a fazer, a dizer", explica Humberto. "A gente voltou depois do 'revival' dos anos 80", arremata Romanholli.
Dito e feito. Novo Mundo, novo disco da banda, longe de ser um exercício nostálgico, retoma a conversa musical interrompida em 1988 da forma mais coerente e orgânica possível. No caldeirão se misturam samba (Rua do Desequilíbrio, Pra Deixar de Ficar Só), baião movido a guitarra (Presidente Vargas), samba-jazz (Zig-Zag 2), pop (Até Onde For Seguir), rock (Eletricidade) e balada (a faixa-título).
O intervalo de quase duas décadas afiou a capacidade dos integrantes. "Amadurecemos musicalmente. Todos estão tocando melhor, e o Humberto está compondo melhor", avalia Romanholli.
O Picassos Falsos se apresenta ao lado de PJ Harvey e Primal Scream no palco Stage, dia 06 de novembro, às 21h30.
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