| Tim Festival/Divulgação |
 David Sánchez se consagrou como um dos músicos mais inventivos do jazz atual |
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Fundir a riqueza dos ritmos latinos e afro-cubanos com a linguagem do jazz é um projeto que músicos de diversos países já tentaram concretizar, mas poucos conseguiram resultados tão consistentes e originais como esse saxofonista e compositor porto-riquenho. Uma década e meia após suas primeiras aparições na cena do jazz, David Sánchez se consagrou não só como um dos saxofonistas mais brilhantes da nova geração, mas também como um dos músicos mais inventivos nesse gênero.
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"Tive a sorte de crescer num lugar onde a música desempenhava um papel muito importante", relata o porto-riquenho nascido em Hato Rey, em 3 de setembro de 1968. Na casa de seus pais, David costumava ouvir tanto a música latina dos anos 40 e 50, como Rafael Hernández, Tito Rodriguez e Bobby Capó, quanto o jazz de Miles Davis e Billie Holiday ou a MPB de Elis Regina, Chico Buarque e Tom Jobim. Seus primeiros instrumentos foram a bateria e a percussão, mas aos 12 anos ele se interessou mais pelo sax tenor. Já como estudante da Escola Livre de Música, em San Juan, David também começou a praticar o sax soprano e o alto, além do clarinete e da flauta.
Em 1988, ao ganhar uma bolsa de estudos na Rutgers University, em New Jersey, David encontrou as condições para começar a tocar nos clubes de jazz nova-iorquinos. Acompanhou Eddie Palmieri e Paquito D'Rivera e, em 1991, uma indicação do trompetista brasileiro Cláudio Roditi lhe rendeu um lugar na United Nations Orchestra, liderada pelo genial Dizzy Gillespie, com a qual tocou por dois anos. "Aprendi com Dizzy como você precisa focar a música para que as pessoas entendam o que você está tentando fazer", reconhece o discípulo, que gravou seu primeiro disco solo, The Departure, em 1994.
A aprovação dos críticos abriu caminho para Sketch of Dreams (1995) e Street Scenes (1996), que confirmaram a originalidade de suas conexões entre o jazz e a música latina. A consagração veio com a indicação ao Grammy pelo álbum Obsesión (1998), uma coleção de clássicos de Porto Rico, Cuba e Brasil, com produção de Branford Marsalis.
Enquanto desenvolvia a carreira de solista, David continuou tocando com outros gigantes do jazz, como Roy Haynes, Kenny Barron e Elvin Jones, além de conquistar novos fãs nos festivais mais disputados da Europa e dos Estados Unidos. Também indicado ao Grammy, seu álbum Melaza (2000) fechou o foco em suas raízes porto-riquenhas, explorando ritmos locais como a bomba e a plena. O disco seguinte foi Travesia (2001), que voltou a arrancar elogios da crítica com releituras de Wayne Shorter e Edu Lobo (Pra Dizer Adeus), além composições próprias.
Recém-lançado, o sofisticado CD Coral concretiza o primeiro projeto sinfônico de David. Acompanhado pela Orquestra Filarmônica de Praga e seu sexteto de jazz, ele recria obras clássicas de compositores sul-americanos: o argentino Alberto Ginastera e os brasileiros Villa-Lobos e Tom Jobim.
David Sánchez se apresenta no palco Club, na noite de 06 de novembro, ao lado de Maogani e de Brandford Marsalis. O show está marcado para começar às 21h.
Formação: David Sánchez (saxofone), Edsel Gomez (piano), Hans Glawischnig (baixo), Adam Cruz (bateria) e Pernell Saturnino (percussão).
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