| Tim Festival/Divulgação |
 Formado por quatro arranjadores-violonistas cariocas, Maogani mostra que em sua música, brasileira e sem fronteiras, incorpora técnicas que vão do jazz ao clássico |
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País do violão, com uma escola que acumula numerosos mestres, o Brasil ainda reserva surpresas nesse instrumento. É o caso do grupo Maogani, formado por quatro arranjadores-violonistas cariocas - Marcos Tardelli, Paulo Aragão, Marcos Alves e Carlos Chaves - que em sua música, brasileira e sem fronteiras, incorpora técnicas que vão do jazz ao clássico.
Confira programação
Algo limpidamente provado no recente Água de Beber - Jobim e Suas Fontes, o terceiro disco do quarteto, que, como os próprios relatam num texto do encarte, "promove o encontro de correntezas musicais que desembocaram na obra de Antonio Carlos Jobim, Villa, Radamés, Ary, Pixinguinha, Custódio e Vinicius, mais que influências declaradas, foram alguns dos mestres que mostraram o curso das águas que Tom poderia seguir".
Formado em 1995 no Rio, o Maogani reúne músicos que aliam formação clássica e paixão pela música popular. Em seus shows e discos eles têm retrabalhado com arranjos próprios e originais um repertório que passa por Ernesto Nazareth, Egberto Gismonti, Jobim, Edu Lobo, Garoto, Chico Buarque, César Camargo Mariano, Guinga.
Em seu disco de estréia, Maogani - Quarteto de Violões, editado em 1997 (e indicado no ano seguinte ao prêmio Sharp de melhor disco instrumental), eles contaram com participações especiais de Guinga, Leila Pinheiro, Zé Nogueira, Jane Duboc e Celia Vaz. O repertório incluía Cai Dentro (Baden Powell e Paulo César Pinheiro), Loro (Egberto Gismonti), Morro Dois Irmãos (Chico Buarque), Samambaia (César Camargo Mariano) e Corrupião (Edu Lobo).
Quatro anos depois, Cordas Cruzadas ia de clássicos a novas canções. Entre as primeiras, Chovendo na Roseira (Antonio Carlos Jobim), Samba Novo (Baden Powell) e Passaredo (Chico Buarque e Francis Hime); de novidade, A Foggy Day In Teresópolis (Ed Motta), Choro nº 2 (Leandro Braga) e Guingando (Edu Kneip e Mauro Aguiar).
Mas, seja clássico ou inédito, tudo soa novo, fresco, nas mãos de Marcos Tardelli (violão requinto), Paulo Aragão (violão), Marcos Alves (violão) e Carlos Chaves (violão de oito cordas). Água de Beber, com oito temas de Jobim e parceiros (incluindo, além da canção-título, Lamento no Morro, Imagina, Correnteza, Derradeira Primavera, O Morro Não Tem Vez, Insensatez e Frevo de Orfeu) e composições de Villa-Lobos, Pixinguinha, Radamés Gnattali e Ary Barroso é isso: música para se deleitar.
Maogani se apresenta no palco Club, na noite de 06 de novembro, ao lado de Brandford Marsalis e do David Sánchez Quintet. O show está marcado para começar às 21h.
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