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Tim Festival 2004
Terça, 26 de outubro de 2004, 19h34 
Marcelo Yuka apresenta o F.UR.T.O para São Paulo
 
Marcos Issa/Argos Fotos/Divulgação
Marcelo Yuka apresentou-se pela primeira vez com F.UR.T.O. no VMB 2004
Marcelo Yuka apresentou-se pela primeira vez com F.UR.T.O. no VMB 2004
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Mais do que o ex-baterista d'O Rappa, Marcelo Yuka foi um dos grandes arquitetos da explosiva mistura de reggae, hip-hop e brasilidades do grupo carioca e autor de suas letras mais contundentes, como as de Tribunal de Rua, O Que Sobrou do Céu e Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero).

Confira programação

Longe da bateria desde 2000, quando foi atingido por tiros ao tentar evitar um assalto e teve que passar a andar em cadeira de rodas, o músico começou a aproveitar os alto-falantes de palcos e seminários para falar da justiça social como a única solução para os males do nosso tempo. E no seu quarto-estúdio, no bairro da Tijuca, deu a primeira forma a idéias musicais que extrapolavam os limites d'O Rappa, do qual acabaria se desligando algum tempo depois.

De suas experimentações com o equipamento eletrônico, Yuka achou que era hora de arregimentar um novo time de músicos, com o qual gravaria um disco, o início de sua nova fase. Assim, há cerca de um ano, nasceu o F.UR.T.O (sigla para Frente Urbana de Trabalhos Organizados), que lança em novembro o tal disco, e faz sua primeira apresentação ao vivo alguns dias antes, no palco da Tim.

No início, o projeto não tinha nome nem músicos. Primeiro chegou o instrumentista e produtor Maurício Pacheco, do ex-Mulheres Q Dizem Sim e fundador do Stereo Maracanã, que acabou ficando com a guitarra e a tarefa de criar melodias e cantar sobre as batidas. Em Recife, seio do mangue bit, Yuka foi pescar Garnizé, baterista e percussionista do grupo de hip-hop Faces do Subúrbio, formado na favela do Alto Zé do Pinho. Com Garnizé, veio o percussionista Jamilson da Silva, o Jam, também de Recife, que participou da Orquestra Santa Massa do DJ Dolores. Assim se formou o F.UR.T.O, que é, antes de tudo, um grupo de música brasileira, juntando samba, maracatu, candomblé e coco, entre outros ritmos.

As batidas, orgânicas e eletrônicas, são o esqueleto por cima do qual a banda monta suas músicas, seguindo a cartilha dub propagada pelo pioneiro do reggae, o jamaicano Lee Perry, para quem o estúdio também é um instrumento, e a música ganha sua forma a partir dos vários filtros e efeitos que são aplicados aos sons. E nas letras escritas por Yuka, a consciência continua sendo a palavra de ordem, em versos que mantêm a poesia de um Cartola em tempos de Fernandinho Beira-Mar. Sombra Líquida ("porque lá em casa / mesmo quando não tinha trabalho / só tinha trabalhador").

Amém Calibre 12, Ego City e Polícia do Mundo são algumas das músicas que o F.UR.T.O apresenta em primeira mão no festival. É a chance de refletir um pouco sobre a situação do Brasil e do mundo,enquanto curte um groove sem fronteiras.

O F.UR.T.O. se apresenta no palco Lab ao lado de Panjabi MC e Kinky, no dia 05 de novembro, às 23h.
 

Redação Terra