| Tim Festival/Divulgação |
 "A influência do jazz sempre foi muito presente em mim e veio bem antes de eu começar a compor canções. Sempre toquei muito jazz", conta Chico Pinheiro |
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Há tempos um jovem compositor e violonista não conquistava tantos elogios por seu disco de estréia. Saudado como expoente da nova geração da música popular brasileira, graças às canções que exibiu no álbum independente Meia-Noite, Meio-Dia, o paulista de 29 anos despontou como uma das grandes revelações do cenário musical do país, em 2003.
Confira programação
Misturando influências da bossa nova, da melhor tradição da MPB e do jazz, Chico Pinheiro já estreou em disco com companhias que referendaram o alto quilate de sua música. Além de contar com parceiros da categoria de Aldir Blanc e Chico César, arranjos de Gilson Peranzzetta e participações especiais de Ed Motta e Lenine, ele ainda introduziu em seu CD duas promissoras cantoras: Luciana Alves e Maria Rita.
Pode parecer um tanto repentino a quem não acompanhou a trajetória do rapaz, mas para ter parceiros tão ilustres Chico trabalhou duro por mais de uma década. Começou a atuar profissionalmente em estúdios e produtoras de trilhas sonoras, em São Paulo, em 1991. Nos anos seguintes, dedicou-se também a acompanhar cantores e compositores, como Chico César, Rosa Passos, Zé Miguel Wisnik, Danilo Caymmi, Jair Rodrigues, Daniela Mercury, Luciana Mello e Pedro Mariano, entre outros.
Em 1995, ele conquistou uma bolsa de estudos na conceituada Berklee College of Music, em Boston, nos EUA. Durante os três anos em que se aprimorou como instrumentista, até graduar-se em performance e arranjo, pôde cultivar com mais intensidade uma paixão antiga: o jazz. Ainda na infância, quando começou a tocar, Chico teve acesso, graças à discoteca da mãe, não só a preciosas gravações de Tom Jobim, João Gilberto e Moacir Santos, mas também de jazzistas como Miles Davis, John Coltrane e Pat Metheny. Hoje, ele não tem dúvidas: foi influenciado por todos.
"A influência do jazz sempre foi muito presente em mim e veio bem antes de eu começar a compor canções. Sempre toquei muito jazz", conta Chico, lembrando que nos EUA teve a chance de participar de trabalhos de artistas desse gênero, como a cantora Luciana Souza (paulista radicada em New York) e o percussionista porto-riquenho Giovanni Hidalgo.
Por isso, Chico pretende aproveitar a oportunidade de dividir o palco do TIM Festival com astros do jazz internacional para exibir seu lado ainda pouco conhecido: o de instrumentista. Está preparando um show centrado em composições essencialmente instrumentais, a exemplo do que já apresentou em palcos dos Estados Unidos e da França.
Chico Pinheiro se apresenta no palco Club, dia 05 de novembro, ao lado dos trios de Brad Meldhau e Nancy Wilson.
Formação: Chico Pinheiro (guitarra/violão), Fabio Torres (piano), Marcelo Mariano (baixo), Edu Ribeiro (bateria), Teco Cardoso (saxofone) e Luciana Alves (vocal, convidada especial).
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