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Pirotecnia, hits e teatralidade: saiba o que esperar do Kiss

16 nov 2012
08h55
atualizado às 23h17
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As luzes se apagam, a expectativa aumenta. Fãs gritam ansiosos pelo momento que está por vir. Milhares de monitores de celulares iluminam a pista, como uma gigantesca árvore de Natal. Uma enorme cortina cobre todo o palco à vista do público. De repente, ao soar dos tambores, a cortina cai e revela, descendo do teto, sobre um suporte jorrando faíscas de fogo, três figuras míticas da cultura pop norte-americana. Nas laterais do espaço, imensas caixas de som soam os acordes de um grande clássico do rock mundial e labaredas de fogo dão um aspecto ainda mais de espetáculo ao momento. É dessa forma que o Kiss tem aberto os shows de sua atual turnê, Monster World Tour, que, no Brasil, já passou por Porto Alegre, na quarta-feira (14), e ainda tem datas em São Paulo, no sábado (17), e no Rio de Janeiro, no domingo (18). O Terra transmite a apresentação da capital paulista, ao vivo, direto da Arena Anhembi, a partir das 21h30.

O baixista Gene Simmons durante show do Kiss em Londres, Inglaterra, em julho deste ano
O baixista Gene Simmons durante show do Kiss em Londres, Inglaterra, em julho deste ano
Foto: Getty Images

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Em sua quinta passagem pelo País - a última foi na memorável Alive 35 Tour, em 2008, que celebrou 35 anos de carreira -, o quarteto volta ao País com um de seus line-ups mais duradouros até hoje, composto pelos eternos idealizadores e fundadores da banda, Paul Stanley (vocal e guitarra) e Gene Simmons (vocal e baixo), ao lado dos competentes Tommy Thayer (guitarra) e Eric Singer (bateria). Assim como na última vinda ao País, o quarteto sobe ao palco com as famosas máscaras que o tornaram mundialmente reconhecido, usadas originalmente nos anos 1970 por Ace Frehley e Peter Criss.

Quem já viu um show do Kiss sabe bem o que esperar: muita pirotecnia, teatralidade e uma enxurrada de hits. Simmons continua subindo até o alto do palco e posteriormente cuspindo sangue durante o solo que precede God of Thunder; Stanley segue "voando" sobre a plateia para cantar Love Gun da torre de controle instalada no meio da pista; Thayer continua "imitando" Frehley durante seu solo de guitarra, atirando fogos do instrumento, e a bateria de Singer ainda flutua até os holofotes superiores do espaço em sua performance ao lado do colega. Além disso, sim, Rock and Roll All Nite segue encerrando o repertório, com uma gigantesca chuva de papéis picados caindo sobre o público em ritmo de festa.

Há, no entanto, diferenças em relação à última passagem do quarteto pelo País. A começar pelo próprio set-list. Se, naquela ocasião, o grupo concentrou praticamente seu repertório inteiro em canções da década de 1970 - em especial do disco Alive!, executado na íntegra -, algumas menos conhecidas do que outras, desta vez o set-list é totalmente focado nos grandes hits da história do grupo.

Isso fica claro logo na abertura do espetáculo, com Detroit Rock City, Shout it Out Loud e Calling Doctor Love. Da década que marcou o início do grupo, ainda há Hotter than Hell, Black Diamond, I Was Made for Loving You e as já citadas God of Thunder, Love Gun e Rock and Roll All Nite.

Mas o grupo não privilegia apenas sua fase áurea ao longo do show. Além dos clássicos oitentistas I Love it Loud, Lick it Up e War Machine, o Kiss voltou a incluir no repertório a ótima canção-título de Psycho Circus, último trabalho do grupo com sua formação original, lançado em 1998. Além disso, com disco recém-lançado - Monster, de abril deste ano - tem sido executadas ao vivo no atual giro três canções do trabalho, talvez o melhor do quarteto dos últimos 20 anos: Hell or Hallelujah, Wall of Sound e Outta This World.

A cenografia também é outra. Se, em 2009, o palco se assemelhava bastante ao das turnês do final da década de 1970, com grandes escadarias dispostas paralelamente ao pedestal de bateria, desta vez o espaço é, à exceção das plataformas e pedestais móveis, quase inteiramente plano. O espaço também inclui diversos telões instalados em toda a sua extensão, transmitindo imagens além das mostradas nas telas maiores, as principais. No espetáculo, ainda foram incluídas grandes labaredas, jorrando à exaustão fogo para marcar de forma impactante ritmos e refrões ao longo do set-list.

Há algo, no entanto, que não mudou: o famoso logo do Kiss segue instalado ao fundo do palco, brilhando e piscando a todo momento, a exemplo do que faz há quase quatro décadas na estrada com Simmons e Stanley.

Set-list - Monster World Tour
Detroit Rock City
Shout It Out Loud
Calling Dr. Love
Hell or Hallelujah
Wall of Sound
Hotter Than Hell
I Love It Loud
Outta This World
Solos de guitarra e bateria (Tommy Thayer e Eric Singer)
Solo de Baixo (Gene Simmons)
God of Thunder
Psycho Circus
War Machine
Love Gun
Black Diamond

Bis:
Lick It Up (Com trecho de Won't Get Fooled, da banda The Who)
I Was Made for Lovin' You
Rock and Roll All Nite

Terra Live Music
O projeto anual Live Music Rocks é realizada em parceria entre Terra e XYZ Live e traz ao Brasil nomes importantes do cenário da música internacional. Já recebeu em 2012 Morrissey, Noel Gallagher, Maroon 5, Evanescence e Robert Plant.

Já a plataforma Terra Live Music, que engloba todos os shows transmitidos ao vivo pelo Terra, no último ano trouxe de graça via web apresentações de artistas como Paul McCartney, que atraiu audiência de 1,5 milhões de pessoas em toda a América Latina. Este sucesso de público também aconteceu nas transmissões ao vivo dos shows de U2 e Kasabian, que literalmente encerrou as transmissões de shows ao vivo em 2011, com apresentação, direto de Londres, em 31 de dezembro.

O projeto também inclui a realização de um programa semanal, todas às quintas-feiras a partir das 16h, com apresentação de Lorena Calabria e participação de internautas. Uma banda convidada faz apresentação direto do estúdio do Terra em São Paulo.

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Fonte: Terra
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