|
|
 |
Busca |
|
Busque outras notícias no Terra:
|
 |
|
Quem foi atrás de novidades da música eletrônica na noite de sábado ao Anhembi, em São Paulo, saiu de lá na manhã de domingo satisfeito. E quem esperava por shows básicos e repetitivos na sexta edição do Skol Beats, foi surpreendido. A edição deste ano, que teve público estimado em 57 mil pessoas, segundo a organização, contou com menos atrações, maior organização e artistas que preferiram sair do básico e trilhar por caminhos diferentes. O aclamado escocês Mylo e o duo britânico Faithless surpreenderam com performances memoráveis, apostando no som orgânico, recheado de instrumentos convencionais e até efeitos especiais. Enquanto nas várias tendas espalhadas pelo Anhembi o clima fervia, um movimento acima do esperado era visto na arena principal, afinal, Mylo, o DJ considerado o salvador da dance music, estava subindo ao palco. Em apenas dez minutos a platéia já parecia estarrecida ao ver que o músico aparecer com uma banda de apoio, completando seus sons com guitarra e baixo, e fazendo releituras de clássicos do rock, como "Jump," do Van Halen. Um telão no fundo do palco mostrou imagens de sua banda gravadas em parques e corridas de carros. As canções do já essencial "Destroy Rock & Roll" fizeram parte de todo o set, principalmente o hit "Drop The Preassure," que produziu o primeiro coro da noite. Já o Faithless não só trouxe uma banda completa ao Skol Beats, como fez o melhor show do festival, começando com sua entrada, com direito a fogos de artifício. Baseando o repertório em seu mais recente álbum, "No Roots," de 2004, e passeando pelo house, pop e até punk rock, o vocalista Rollo provou porque seu grupo ainda pode caminhar pela vanguarda, sem deixar o passado glorioso para trás. "God Is A DJ" e, principalmente, "Insomnia," seu maior sucesso, não foram esquecidas, assim como as letras políticas, fechando uma apresentação impecável. TRIO ELÉTRICO A grande novidade do Skol Beats 2005 foi um trio elétrico comandado por ninguém menos que Carlinhos Brown. Parado no meio do sambódromo, o trio elétrico só começou a andar quando Brown deu seus primeiros acordes. Ele não cometeu as mesmas gafes do Rock in Rio 3, ao xingar o público, mas não se saiu bem com seus discursos, mais uma vez. "Eu estou descobrindo a música eletrônica brasileira e há muito que descobrir ainda," disse o nada modesto Brown para uma platéia preocupada em dançar, independente de quem estivesse tocando. Ainda fez mais discursos sobre o patrocinador do evento, com direito a uma música improvisada e muita batucada com base eletrônica. Elza Soares, no mínimo, protagonizou momentos lastimáveis ao tentar cantar canções tradicionais do Carnaval brasileiro em versões eletrônicas para um pequeno público. Berrando palavras desconexas sem parar, a impressão era de que havia duas músicas diferentes sendo tocadas ao mesmo tempo, como se ela estivesse cantando num karaokê. Mesmo assim, o público pareceu gostar da idéia do trio elétrico, embora a produção tenha errado na escalação deste ano, como disse a estudante Helena Cristina. "É muito estranho esses artistas num evento como o Skol Beats, mas a idéia de um trio elétrico foi muito boa. Só faltou alguns nomes melhores."
|