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Ringo Starr, 74 anos: veja 10 curiosidades sobre o baterista

Terra listou fatos importantes, porém desconhecidos, de um dos mais importantes bateristas da música pop

7 jul 2014 13h21
| atualizado às 13h30
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Ringo Starr faz 74 anos nesta segunda-feira (7)
Ringo Starr faz 74 anos nesta segunda-feira (7)
Foto: Central Press / Getty Images

Ringo Starr é uma personalidade diferente. Mais velho entre os quatro Beatles, o baterista é considerado, até por ele mesmo, o músico mais sortudo da face da Terra. Um cara que estava no lugar certo, na hora certa. Literalmente.

Richard Starkey apareceu na vida de John, Paul e George por acaso, em 1960, na cidade de Hamburgo, Alemanha. Lá, fazia mais uma perna de sua turnê com os Hurricanes, enquanto os Beatles, que também estavam na cidade, chegavam ao seu limite com o temperamental baterista Pete Best. Veio o convite e Ringo fez sua estreia na banda dois anos depois, em 1962, para gravar Please, Please Me.

O restante da história, todos sabemos. Mas, provavelmente, existem alguns detalhes desses 74 anos gloriosamente vividos pelo baterista que passaram batidos pela maioria. Pensando nisso, o Terra foi atrás da biografia de Ringo e listou 10 fatos na vida do músico que você talvez ainda não conhecesse.

Infância e juventude com pouco estudo e muitos problemas

Ringo nasceu e cresceu em Dingle, bairro humilde de Liverpool, com a mãe, Elsie, e o padrasto, Harry Graves. Passou grande parte da infância e juventude no hospital, com uma série de problemas de saúde. Assim, atrasou-se na escola e alcançou a adolescência sem mal saber ler ou escrever. A música começou a “salvar” sua vida profissional em 1957, quando começou uma banda, os The Eddie Clayton Skiffle Group, aos 17 anos.

Considerado um baterista medíocre, Ringo revolucionou jeito de tocar bateria

Poucos sabem, mas Ringo Starr fez muito por seu instrumento na época dos Beatles. O músico foi quem popularizou a maneira de tocar bateria com a mesma proporção de força nas duas mãos e a mesma maneira de segurar a baqueta esquerda e a direita, como se fossem martelos, estilo hoje chamado de matched grip. Antes, os bateristas da época tocavam concentrando maior força na mão direita, segurando a baqueta esquerda como um palito chinês.

O matched grip é considerado um estilo importantíssimo para os bateristas de rock, pois facilita a agilidade dos movimentos e também a dosagem de força e agressividade de acordo com o ritmo e pegada de cada música.

Ringo foi o único a conseguir juntar os quatro beatles em um álbum após o término da banda

Em 1973, o músico lançava seu trabalho de maior sucesso. Intitulado simplesmente Ringo, o álbum ganhou força por ter sido a única vez em que os quatro beatles estavam reunidos em um mesmo disco após o término da banda. Em canções diferentes, claro. George colabora na composição e produção de Photograph e You And Me (Babe); John, com a composição de I’m the Greatest e Paul colabora com You’re Sixteen e Six O’Clock.

No cinema, atuou com Marlon Brando e Frank Zappa

Poucos sabem, mas a carreira de Ringo no cinema vai muito além dos filmes sem pé nem cabeça com os Beatles. Em 1968, estrelou Candy, ao lado do grande galã de Hollywood na época, Marlon Brando. Fez outros 10 longas, com destaque para 200 Motels, com Frank Zappa, O Filho do Drácula, com Harry Nilsson, e o remake para a TV de Alice no País das Maravilhas, onde interpreta a Tartaruga Falsa.

Filho de Ringo também é baterista e toca no The Who

Zek Starkey, filho de Ringo e baterista do The Who
Zek Starkey, filho de Ringo e baterista do The Who
Foto: Kevin Winter / Getty Images

O mais velho dos filhos de Ringo, Zak Starkey, 48, seguiu os passos do pai e também virou baterista. Para muitos, chegou até a superar seu “mestre”. Hoje, toca com a banda que teve um dos melhores bateristas de todos os tempos, o The Who. Para não envergonhar seu padrinho, Keith Moon, de quem ganhou seu primeiro kit de bateria, Zak praticou muito, inclusive tendo aulas intensivas com o pai. Ficou tão bom que, durante quatro anos, entre 2004 e 2008, dividiu suas atividades com outra grande banda inglesa: o Oasis.

Após a morte de Lennon, Ringo foi o único beatle a consolar Yoko

Em 8 de dezembro de 1980, a morte de John Lennon abalava e surpreendia o mundo. Com fãs inconsoláveis chorando pelas ruas de Nova York, Liverpool, Londres e tantas outras, dá para se imaginar como Yoko Ono, o grande amor da vida de Lennon, estava se sentido.

Mesmo assim, Paul e George que, dizem, tinham uma relação difícil com Yoko na época, não chegaram a procurá-la para oferecer ajuda. Ringo, em nome dos Beatles, foi o único a ir até o apartamento da viúva de John e chorar a morte de seu amigo ao lado dela.

Embora toque como destro, Ringo é canhoto

O famoso jeito “Ringo Starr” de se tocar bateria, com braços atuando em um mesmo ritmo e batidas marcadas é um grande reflexo do fato de Ringo ser canhoto e, por falta de recurso na época, ter sido forçado a se tornar destro enquanto atuava em seu instrumento. Na época, o kit de bateria para canhotos era praticamente inexistente. Com o esforço para conseguir mudar, Ringo diz ter exercitado muito sua concentração e sua notável capacidade de marcar o ritmo das canções de maneira quase perfeita.

Baterias dos Beatles eram gravadas em somente um take

Ringo nunca gostou de maquiar muito suas produções. Nos Beatles, sempre se negava a regravar seu instrumento e gravava a bateria das canções separadamente, em somente um take. Como o tempo das fitas na época eram bastante curtos, Ringo foi forçado a se aperfeiçoar cada vez mais. A pressão de gravar de maneira ao vivo na época fez com que o baterista arriscasse pouco nas primeiras faixas produzidas, fazendo com que ele percebesse a necessidade de se aperfeiçoar. Na segunda fase dos Beatles, de Rubber Soul para frente, é possível ver frases de bateria mais variadas, com algumas viradas e mudanças de ritmo para cada música, fato raro na época da beatlemania.

Sempre se sentindo deixado de lado, Ringo ajustava o banco da bateria para ficar mais alto e aparecer nas apresentações.

Ringo Starr e os Beatles em 1964
Ringo Starr e os Beatles em 1964
Foto: Larry Ellis / Getty Images

Ringo sempre se sentiu menor do que os outros integrantes dos Beatles. Apesar de ser o mais divertido, era frequentemente esquecido por grande parte dos fãs da época e da mídia. Foi o primeiro integrante a abandonar o quarteto de Liverpool, quando ficou extremamente magoado com Lennon, por conta de uma entrevista em que ele havia sido perguntado se considerava Ringo o melhor baterista do mundo, ao que John respondeu: “ele não é nem o melhor baterista dos Beatles”.

A declaração fez referência ao fato de Paul McCartney ter tocado bateria em algumas faixas de White Album. Em Back in the USSR, por exemplo, o primeiro take foi gravado por Ringo, que não agradou, sendo então substituído por Paul, mesmo contra a sua vontade. O fato deixou Ringo furioso, sentimento esse que se agravou com a declaração de Lennon. Assim, o baterista deixava os Beatles, mas retornava duas semanas depois, após os três integrantes pedirem sua volta.

O sentimento de abandono sempre atingiu o coração de Ringo, o que fazia com que ele, propositalmente, ajustasse o banco de sua bateria para que ficasse mais alto e aparecesse tanto quanto os outros nas apresentações. Meio que Involuntariamente, Ringo acabou dando um destaque nunca visto para o instrumento, o que ajudou no sucesso e protagonismo posterior de nomes como Keith Moon e John Bonham.

Apesar do jeito “boa praça”, Ringo não recebe mais cartas de fãs

Em 2008, Ringo anunciou que estava cansado do assedio de seus fãs e não receberia mais nenhuma carta ou correspondência eletrônica. Telefonemas, então, nem pensar. Autógrafos? Depende do humor. A decisão lhe rendeu muitas críticas, ao que Ringo respondeu prontamente, dizendo que havia atendido fãs em todo o mundo por anos, e que agora gostaria de um pouco de privacidade.

Personalidade única no mundo da música, Ringo, inegavelmente, é uma figura fundamental para a evolução do rock como um todo. Seu jeito excêntrico e irreverente fez com que ele se tornasse conhecido no mundo todo, se tornando um dos (se não mais) populares bateristas de todos os tempos. 

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Fonte: Terra
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