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Pop Rock 2003
Domingo, 10 de agosto de 2003, 02h53 
20 mil pessoas vão ao primeiro dia de Pop Rock
 
Renato Beolchi/Especial para o Terra
 
Paulo Marcio/Especial para Terra
O primeiro dia contou com público de mais de 20 mil pessoas
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Foram mais de dez horas de som, improviso, agitação e muito rock and roll que agitaram mais de 20 mil pessoas no primeiro dia do Pop Rock 2003, que comemora os 20 anos do maior festival de música do Brasil. O Estádio Indepência recebeu o público mineiro para o show de bandas como os residentes do Jota Quest e Skank, além de nomes como o carioca Roberto Frejat e os paulistanos do Titãs.

E se a proposta dos organizadores era tocar música sem parar, o Varandão montado dentro do estádio atendeu a essa proposta. Enquanto a equipe de montagem trocava equipamentos no palco principal, convidados apareciam de surpresa para uma palhinha no palco improvisado. Passaram pelo Varandão O Surto, que fez uma apresentação acústica, a roqueira Pitty, o pessoal do Elétricka, que abriu o festival com uma versão roqueira do Hino Nacional, e Marcelo D2, levando um pouco de hip hop ao festival de pop rock.

A primeira banda a tomar o palco principal foi o Jota Quest. Os mineiros empolgaram muito o público que aproveitou o show para esquentar os motores ao som de sucessos como Na Moral, Encontrar Alguém, Dias Melhores, Mais Uma Vez, Do Seu Lado composta por Nando Reis e Só Hoje. A energia da banda de Rogério Flausino impressionou. Ainda mais quando um buraco no palco fez o vocalista cair e machucar a perna. Flausino se irritou, xingou, mas não perdeu a pose e logo estava pulando como se nada tivesse acontecido.

Para manter o clima com o melhor do pop rock mineiro, o Skank veio logo atrás do Jota Quest e apresentou os sucessos de sua carreira, mas usou o espaço para divulgar mais as novidades de seu último álbum Cosmotron. Mesmo assim, Samuel Rosa tocou canções mais antigas como Jack Tequila, e fez questão de frisar que BH é a capital do rock nacional. "Quem disse que BH não é terra de reagge, se deu mal", bradou o líder do Skank.

Mas o terceiro show da noite pecou pela pouca popularidade. Não que ninguém saiba quem é Roberto Frejat, mas é que o set escolhido pelo vocalista do Barão Vermelho privilegiou mais suas canções da carreira solo que não atingiram de forma contundente as FMs do país. Mas Frejat conseguiu empolgar o público em alguns momentos quando tocava músicas mais conhecidas como Amor meu Grande Amor de Angela Ro Ro, Por Você e Malandragem dá um Tempo do impagável Bezerra da Silva.

A essa altura do Festival, o atraso na agenda já chegava a quase duas horas. E se o show de Frejat esfriou o público, Rodox chegou para "quebrar tudo" como gritou o prórpio vocalista Rodolfo. Sob as marteladas de Fernandão na bateria e do DJ Bob nos scratches, o Rodox misturou canções do primeiro e do segundo álbum. Mas sem dúvida a versão para faixa Alive, dos americanos gospel do P.O.D., criou na platéia rodas de agito.

Mas faltava um sotaque dos pampas no palco do Pop Rock 2003, e Humberto Gessinger consertou a falha. Fazendo um set totalmente variável entre novas canções e antigos clássicos do Engenheiros do Hawaii, o músico passeou entre a guitarra, os vocais, o violão de dez cordas e o teclado. Os pontos altos da apresentação ficaram com as canções Eu que não Amo Você e Do Alto da Montanha que parecem estar entre as preferidas dos mineiros.

Minas Gerais, Brasília e Rio Grande do Sul já tinham mostrado seu valor no festival e isso mexeu com os brios dos paulistas que resolveram igualar o jogo. Os Titãs ignoraram enventuais problemas que a turbulenta saída de Nando Reis possa ter provocado e fizeram um show como a muito não se via na carreira da banda de Paulo Miklos. O grupo tocou só clássicos, esquecendo quase que completamente o álbum lançado no final de 2001. A seqüência final do grupo incluiu Polícia, Bichos Escrotos, Flores e Sonífera Ilha, além de uma homenagem ao rapper Sabotage, assassinado no início do ano. Sérgio Britto entoou as rimas de Um Bom Lugar durante o show.

Com a platéia bem mais cansada o Jam Pow! bem que tentou, mas não conseguiu surpreender muito. O destaque acabou ficando com a participação surpresa de Sideral que mesmo com seu cabelo moicano continua extremamente parecido com seu irmão Rogério Flausino. Logo na seqüência, querendo diminuir o atraso que já chegava a quase três horas, o Tianastácia entrou às pressas e fez um show rápido, destacando as músicas de seu último CD.

Quando já estavam quase todos dormindo, o Angra acordou todo mundo. Com uma introdução típicamente heavy metal, os roqueiros fizeram uma entrada apoteótica e agradeceram ao público a paciência de esperar até quase às duas da manhã para ver o show, cujo maior destaque ficou sendo realmente a faixa Angels Cry, da época em que a banda surgiu com André Matos ainda nos vocais.

Mais nove shows, entre eles O Rappa, Gabriel O Pensador e Nando Reis estão programados para o domingo. O Terra transmite ao vivo e com exclusividade a partir das 15h30.
 

Especial para Terra