Planeta Terra

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11 de setembro de 2012 • 09h26 • atualizado em 20 de Setembro de 2012 às 11h34

Fã de futebol, líder do Kasabian brinca sobre Neymar: "exibido"

Tom Meighan é vocalista do Kasabian e volta ao País com o grupo britânico
Foto: Getty Images
 
Osmar Portilho

Antes mesmo de ser perguntado sobre o show que faz em 20 de outubro, no Planeta Terra Festival, Tom Meighan, vocalista do Kasabian, já solta com empolgação: "Eu amo o Brasil". Bem-humorado e com o sotaque carregado típico de Leicester, na Inglaterra, o líder do quinteto falou ao Terra sobre o retorno que a banda faz não só ao Brasil, mas também ao festival. Em 2007, ao lado de Lily Allen, Rapture e Devo, o Kasabian foi responsável pela primeira edição do Planeta Terra como festival. "Estamos mais gordos", brincou Meighan, que além de roqueiro, é fã de futebol e aproveitou para alfinetar o jogador brasileiro Neymar, do Santos: "exibido".

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Lançado no final de 2011, Velociraptor! é o quarto disco do grupo inglês. Embora tenha sido elogiado pela crítica, o último ano do Kasabian serviu como tentativa dos ingleses em cruzar o Oceano Atlântico e conquistar o cobiçado público dos Estados Unidos. Tom não esconde o "desgosto" que é sair da zona de conforto da grandes plateia europeias para conquistar novos fãs. "Rock não é mais o mesmo nos Estados Unidos. Tudo mudou, sabe? É difícil para nós porque lá é como se tivéssemos começado do zero. Como banda, já temos nossas conquistas", contou. "Foi exaustivo", desabafou.

Além da música do Kasabian e da "loucura" que esperam encontrar no público da América do Sul, Tom ainda falou sobre sua outra paixão, o futebol. O vocalista, que assim como guitarrista Sergio Pizzorno gosta de praticar o esporte, afirmou que acompanha a carreira do craque Neymar, mas tem ressalvas sobre o jogador do Santos. "Ele é um exibido. Ele é um ilusionista, não é? Mais mágico do que jogador. Quando está em pé é um ótimo jogador. Ele gosta de cair demais", brincou.

O Kasabian toca no Planeta Terra Festival, no dia 20 de outubro, no Jockey Club (SP), às 18h30 (horário de Brasília), no Main Stage.

Confira a entrevista:

Terra - Olá Tom, como vai?
Tom Meighan - Eu vou bem e você? E o Brasil? Eu amo o Brasil. Como está o clima aí?

Terra - Brasil está bem e aguardando o Kasabian. Muito calor por aqui mesmo no inverno.
Tom - Bom, bom, bom. Isso é muito bom.

Terra - Vocês vieram para o Brasil em 2007 para tocar no Planeta Terra Festival. Qual é a diferença daquele Kasabian para o Kasabian que volta com a turnê de Velociraptor?
Tom - Todos temos filhos agora. Somos pais. Estamos mais gordos. Fazíamos muita festa antes e agora não tanto. Envelhecemos, é o jeito que as coisas acontecem. Estamos vivos! Vivos e fazendo o mesmo rock¿n roll.

Terra - Amadurecer é bom ou ruim para um roqueiro?
Tom - Nós sobrevivemos. Estamos com 31 anos. É diferente.

Terra - E como está a turnê? Sente-se mais empolgado com a América do Sul?
Tom - Cara, para mim show é sempre show. Alguns lugares as pessoas são mais loucas. Esse é o caso daí. É o jeito que vocês são. Sul-americanos são malucos. É a cultura que gira em torno disso. Você chega com uma banda de rock e ficam insanos. Te tratam como realeza. Europeus são mais reservados e toda essa coisa. Eu não sei. Em toda parte do mundo é diferente.

Terra - Todos dizem que sul-americanos são loucos em shows.
Tom - Loucos, cara. Vocês são os maiores fornecedores de drogas do mundo. (risos)

Terra - Velociraptor é o quarto álbum do Kasabian. O que ele significa para você?
Tom - Nós os escrevemos há muito tempo. Fizemos durante o ano passado e demoramos para lançar ele. É um ótimo álbum e as canções estão ótimas nos shows. Se você não aproveita as músicas no show, não existe motivo para continuar, não é?

Terra - Você fizeram uma turnê recentemente na América do Norte. Como foi?
Tom - Sim.

Terra - Como que foi? Existe sempre uma dificuldade das bandas britânicas emplacarem sucessos do outro lado do oceano.
Tom - Foi exaustivo, cara. Uma agenda lotada durante oito semanas. Todos os dias olho no olho com as mesmas pessoas. Foi muito difícil. Ficamos esgotados.

Terra - Vocês precisaram de uma "estratégia diferente" para cativar os norte-americanos? Para entrar nesse mercado que vê o rock europeu com outros olhos?
Tom - Rock não é mais o mesmo nos Estados Unidos. Tudo mudou, sabe? É difícil para nós porque lá é como se tivéssemos começado do zero. Como banda, já temos nossas conquistas. Gravamos álbuns, estamos maiores. É um pouco de regresso ir para lá. Temos que começar do começo. É difícil. Fazer demos, divulgação e músicas acústicas. Esse tipo de coisa. Enfim, sobrevivemos.

Terra - Não é bom um recomeço desse tipo?
Tom - É. É empolgante, mas ao mesmo tempo é um obstáculo. Porque já fizemos tudo isso e é difícil. Oito semanas com sua banda, diariamente. Mas fomos bem.

Terra - Depois de uma turnê exaustiva como esta, você também falou sobre o sucesso de boy bands como a One Direction. Qual é a diferença do sucesso deles para o de vocês?
Tom - O que posso dizer? É o que todos sabem. É música de criança. Música feita para crianças. Crianças fazendo música pra crianças. Sendo bem honesto.

Terra - No último ano, tanto Liam Gallagher esteve no Brasil com o Beady Eye e Noel Gallagher veio com seu projeto solo. Ambos falaram bem do Kasabian. O que acha disso e o que achou dos álbuns deles pós-Oasis?
Tom - Nós somos muito amigos. Gosto muito dos dois. Sobre os discos, são ótimos, mas são os negócios deles. Amo os dois.

Terra - Assim como os Gallagher, vocês são fãs de futebol?
Tom - Sim. Claro. Está nos nossos genes. Nos nossos cromossomos. Torço pro Leicester City.

Terra - Você acompanha o futebol brasileiro?
Tom - Conheço o Neymar.

Terra - O que acha dele?
Tom - Ele é um exibido. Ele é um ilusionista, não é? Mais mágico do que jogador. Quando está em pé é um ótimo jogador. Ele gosta de cair demais.

Referência em transmissão ao vivo na internet
Uma das principais referências internacionais em termos de transmissão ao vivo na internet, o Terra vai apresentar ao vivo a edição brasileira do Planeta Terra Festival para 19 países: Estados Unidos, Espanha, Brasil e outros 16 países da América Latina. Já a edição de Bogotá será transmitida ao vivo para Colômbia . O público poderá assistir gratuitamente aos shows em www.terra.com.br, através de diversos dispositivos conectados, como computadores, tablets e smartphones. No Brasil, a transmissão também acontecerá, ao vivo, nas TVs conectadas, também em alta definição (HD).

Escolhida por artistas como Paul McCartney e U2 para transmitir seus shows ao vivo, durante recentes turnês desses artistas na região, a empresa vem quebrando recorde após recorde em termos de audiência em transmissões ao vivo. E não apenas no caso de shows: o esporte cada vez atrai mais e mais internautas. Como aconteceu, por exemplo, nos Jogos Olímpicos de Londres, quando mais de 62 milhões de pessoas em computadores, 16 milhões através de dispositivos móveis (celulares, smartphones e tablets) e 19,8 milhões através das telas de Digital Out of Home (encontrado em lugares como estações de metrô, cafés, academias) acompanharam as competições pelo Terra.

Planeta Terra Festival 2012
Data: 20 de outubro de 2012
Local: Jockey Club, São Paulo
Site Oficial: http://musica.terra.com.br/planetaterra
Rádio oficial: http://sonora.terra.com.br/planetaterra
Hashtag oficial: #planetaterra2012
Facebook Oficial: http://www.facebook.com/planetaterrafestival
Twitter oficial: @planeta_terra

Ingressos:
Valores:
Lote 1: R$ 240 / R$ 120 meia (ESGOTADO)
Lote 2 : R$ 290 / R$ 145 meia (ESGOTADO)
Lote 3: R$ 330 / R$ 165 meia

Para obter informações sobre pontos de venda, acesse o link:

Não será permitida a entrada de menores de 18 anos no Festival, nem acompanhados por maiores de idade.

Bilheteria oficial:
(sem cobrança de Taxa de Conveniência)

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