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Sobre papel gay, atriz disse a colega: "vamos fazer esse amor"

6 nov 2011
03h56
atualizado às 03h59

A atriz Luciana Vendramini, que protagonizou o primeiro beijo gay da televisão brasileira na novela Amor e Revolução, do SBT, afirmou na noite de sábado (5), durante o Planeta Terra, que ficou orgulhosa do papel. "Eu tive uma companheira de cena que é a Gisele Tigre, maravilhosa, linda, e a gente se entendeu: 'vamos fazer esse amor, fazer com que as pessoas acreditem no amor dessas duas'", afirmou.

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"Eu não sabia que ia ser o primeiro beijo gay da novela brasileira. E quando me perguntaram, eu tinha certeza que isso já tinha acontecido. Eu não sabia que a gente estava atrasado", disse.

A atriz aproveitou a temática da novela para incentivar o "respeito ao próximo, seja ele travesti, gay, veado, homem, freira, padre, político". "Esse negócio de ficar tachando as pessoas 'ah, ele é gay', 'você conhece aquela garota? ela é sapata', isso é uma coisa horrorosa", afirmou.

Luciana destacou que está mais preocupada com o caráter do que com a sexualidade. "As pessoas mascaradas são as mais perigosas. Eu gosto de pessoas autênticas, então se tem lá um travesti - ai, que ótimo, um travesti - eu confio, eu sei que é, tem autenticidade. "Eu vou dizer uma coisa que a minha avó dizia: as máscaras um dia caem".

Sobre o festival, atriz minimizou o furor a respeito do show do Strokes, que fechou a noite de apresentações no palco principal, e destacou sua surpresa com o Goldfrapp, que tocou no palco Claro Indie Stage. "Eu não conhecia essa banda. Cheguei e achei uma delícia a voz dela. O som está incrível. Agora, Strokes é mais clichezão, né, a gente já conhece", afirmou.

Fonte: Terra
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