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Plácido Domingo volta aos palcos e promete: "Cantarei até quando Deus quiser"

6 ago 2013
18h34
atualizado às 23h31

De volta aos palcos nesta terça-feira após se recuperar de uma embolia pulmonar, o tenor espanhol Plácido Domingo afirmou que a música é seu melhor tratamento e garantiu que se manterá em atividade por muito tempo.

"A paixão que coloco nisto me dá força. Somos muito sortudos por fazer isto, que não é um trabalho, é um hobby, quando se faz com toda a energia", afirmou o tenor em entrevista à Agência Efe, na qual se disse muito emocionado e feliz por seu susto não ter sido assim tão grave.

Na cidade que nomeia o festival, quando se fala de Domingo, as palavras dos fãs se transformam em uma corrente de elogios para descrever seu compromisso com a música, sua energia e sua paixão, características que ficaram ainda mais evidentes quando o maestro prometeu: "cantarei até que Deus quiser".

Hospitalizado durante cinco dias em Madri na primeira quinzena de julho, o músico voltou aos palcos no Festival de Salzburgo para dar vida ao Giacomo da "Joana d'Arc" de Giuseppe Verdi. Ele foi breve ao comentar seu estado de saúde atual: "Acho que estou bem. Me sinto bem", resumiu, comovido pelo acolhimento dado por um público caloroso.

A fascinação, a simpatia e o carinho do público foram perceptíveis na atuação desta terça-feira através da longa e calorosa salva de palmas recebida por Domingo.

Apesar da sua recuperação, o próprio músico se disse triste por não ter conseguido atuar em Madri, apesar de acreditar que em setembro poderá ter uma oportunidade para voltar. Ele revelou que vive a expectativa de retornar após o anúncio da sede dos Jogos Olímpicos de 2020, que será feito em 7 de setembro e tem a capital espanhola, Tóquio e Istambul como concorrentes.

"Se for para comemorar a realização dos Jogos Olímpicos (de 2020) na cidade, a alegria será maior ainda, mas, se não for, irei de qualquer forma, pois tenho vontade de cantar para o público de Madri", afirmou

O tenor madrilenho, de 72 anos, reapareceu com suas capacidades vocálicas recuperadas e com a mesma energia e paixão que esbanjou em suas cinco décadas no mundo do canto lírico.

EFE   
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