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Beatles processam gravadora EMI em disputa por royalties

16 de dezembro de 2005 13h54 atualizado às 14h02

Os Beatles abriram um processo contra a gravadora EMI, alegando que ela lhes deve 30 milhões de libras (US$ 53,1 milhões) em royalties.

A Apple Records - de propriedade de Paul McCartney, Ringo Starr e dos parentes de John Lennon e George Harrison - disse na sexta-feira que uma auditoria determinou que a EMI não cumpriu os termos de seus contratos.

A EMI possui os direitos autorais das gravações dos Beatles. "Apesar de cláusulas muito claras em nosso contrato, a EMI continua a ignorar suas obrigações e deveres. A Apple e os Beatles ficaram, mais uma vez, sem escolha a não ser a de processar a EMI", disse a Apple Records em um comunicado.

Os processos foram abertos na quinta-feira contra a EMI em Londres e contra sua subsidiária em Nova York, a Capitol Records, depois que as partes não conseguiram chegar a um acordo.

"Os artistas algumas vezes pedem uma auditoria de suas contas com a gravadora, isso não é incomum, mas às vezes há diferenças de opinião, principalmente quando os contratos são grandes e complexos", disse uma porta-voz da EMI.

"99% dos nossos problemas de auditoria são resolvidos de forma amigável, por uma pequena fração da reivindicação", disse.

A Apple Records e a EMI já estiveram envolvidas em uma batalha na justiça que durou 10 anos sobre direitos autorais e outras questões, que foi resolvida fora dos tribunais em 1989.

A Apple Records alegava que a EMI secretamente vendeu ou abriu mão de milhões de gravações a varejistas.

A disputa pelos royalties ocorre após um acordo de mais de US$ 50 milhões pago a dezenas de artistas por um grupo de empresas musicais, incluindo a EMI, Universal Music, Sony Music, BMG e Warner Music.

A Apple Records já entrou com ações no passado contra a Nike, por usar a música dos Beatles "Revolution" em um comercial, e contra a Apple Computer em uma disputa envolvendo a marca.

Reuters
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