inclusão de arquivo javascript

 
 

10 anos do Goiânia Noise são revistos em livro

25 de julho de 2005 20h21 atualizado às 20h24

Capa do livro  10 Anos de Goiânia Noise - Em Terra de Cowboy Quem Toca Guitarra é Doido. Foto: Divulgação

Capa do livro 10 Anos de Goiânia Noise - Em Terra de Cowboy Quem Toca Guitarra é Doido
Foto: Divulgação

O jornalista Pablo Kossa, de 26 anos, acompanhou de perto um dos festivais independentes mais influentes e duradouros do País, o Goiânia Noise, e repassa histórias das dez edições do festival no livro 10 Anos de Goiânia Noise - Em Terra de Cowboy Quem Toca Guitarra é Doido, lançado pela editora da Universidade Católica de Goiás, e distribuído pela gravadora Monstro Discos.

10 Anos de Goiânia Noise - Em Terra de Cowboy Quem Toca Guitarra é Doido repassa alguns momentos marcantes dos bastidores do festival como um policial bêbado que deu um tiro para o alto para intimidar os organizadores e exigindo que os shows de uma das edições terminassem. Ou então a dos integrantes de uma banda estrangeira que ficaram bêbados com "pinga no bambu", e na hora de tocar fazem um dos shows mais fracos da noite, tamanha a ressaca.

Mais do que contar dezenas de histórias inenarraveis do underground brasileiro, 10 Anos de Goiânia Noise tem o papel de mostrar todas as dificuldades de fazer um festival de grande porte no País, atendendo a todas as expectativas (do público, que quer um bom show em um lugar estruturado; da banda, que quer tocar em um bom lugar e ser bem recebida pela organização; e da própria organização, que precisa que o festival seja viável, afinal, pouca gente tem dinheiro sobrando para arcar com possiveis prejuízos).

Nesse quesito, tanto o livro quanto o festival estão de parabêns. O Goiânia Noise se solidificou como um dos festivais mais importantes do País, mostrando que existem boas bandas na região, e realizando um intercâmbio de idéias que como fruto pode render no nascimento de novos nomes como Réu e Condenado, a dupla que foi "abraçada" por Lobão e teve seu disco lançado pela revista Outracoisa, com muitos elogios do grande lobo. Já tocaram em Goiânia, abarcadas pelo festival, bandas como Los Hermanos, Bidê ou Balde, Wander Wildner, Autoramas, Lobão, Ratos de Porão e as internacionais Nebula e Guitar Wolf.

Pablo Kossa foi colaborador dos jornais O Popular e Jornal da Segunda e atualmente está nas rádios Universitária e Interativa, além de escrever no Diário da Manhã, todos em Goiânia. Bastante conhecido nos eventos alternativos da capital, diz que "prefere ver o Goiás jogar, cupim gorduroso, cerveja gelada e rock de macho no talo". Um autêntico cowboy roqueiro.

Redação Terra