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 Atrás de dólares: brasileiros que seguiram carreira musical no exterior
27 de janeiro de 2012 15h26 atualizado às 15h36

Ivete Sangalo, Michel Teló e Seu Jorge: os dois primeiros começam a investir, o último já construiu carreira sólida fora do País. Foto: AgNews/Divulgação/Terra

Ivete Sangalo, Michel Teló e Seu Jorge: os dois primeiros começam a investir, o último já construiu carreira sólida fora do País
Foto: AgNews/Divulgação/Terra

O recente e arrebatador sucesso da canção Ai Se Eu Te Pego em diversos países distantes do Brasil chamou a atenção para um fenômeno que, apesar de raro, tem se tornado cada vez mais comum entre artistas nacionais. Grandes nomes do axé e da nova música sertaneja, batizada de sertanejo universitário, têm investido em turnês pelos continentes norte-americano e europeu em busca de uma ampliação de seu público-alvo, já bastante sólido por aqui.

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Assim, além de gravarem em línguas estrangeiras - principalmente em espanhol e inglês -, cantores como Ivete Sangalo, Gusttavo Lima e Paula Fernandes têm conseguido realizar shows, em sua maioria bastante bem-sucedidos e em casas cheias, em lugares onde, teoricamente, dificilmente conseguiriam se infiltrar cantando em português.

O mais interessante desta realidade, no entanto, é o próprio público que a maioria desses artistas acaba atingindo. Por exemplo: em 2001, a dupla Sandy e Junior investiu pesado em um disco somente com regravações de canções em inglês, batizado de Sandy e Junior Internacional. As baixíssimas vendagens em território estrangeiro tiveram como um dos fatores a alta do dólar, consequência das crises pós-11 de setembro, mas também, principalmente, pelo fato de seus seguidores no exterior serem formados majoritariamente brasileiros.

O mesmo parece ocorrer com boa parte dos representantes da nossa música lá fora, como Ivete Sangalo e Claudia Leitte - cujas carreiras em território estrangeiro estão apenas começando, portanto fica difícil cravar como se sairão em outros países.

Há, no entanto, exceções dentro dessa realidade. Alexandre Pires, por exemplo, deu uma sumida do Brasil para construir uma bem-sucedida carreira internacional, que conta com quatro discos em espanhol, homenagens de revistas de peso no mercado, prêmios Grammy e até uma oportunidade de cantar Garota de Ipanema para o então presidente dos EUA George W. Bush em plena Casa Branca, em 2003. O Cansei de Ser Sexy é um caso ainda mais impressionante, já que obteve reconhecimento muito mais amplo em outros países daquele observado no Brasil.

O Terra selecionou 12 nomes da música que se arriscaram em carreiras internacionais. Muitos tentaram, poucos conseguiram, mas a maioria ainda tenta.

Terra
  1. Michel Teló - Depois de estourar no mundo inteiro com o sucesso 'Ai se eu te Pego', o cantor paranaense ganhou credenciais para investir na carreira internacional. Ele gravou o hit em língua inglesa e, depois do Carnaval, viaja para a Europa, onde se apresenta em Portugal, Inglaterra, Espanha, Suíça e Itália; veja outros brasileiros que buscaram fama no exterior

    Foto: Divulgação

  2. Alexandre Pires - Um dos exemplos brasileiros de maior sucesso no exterior, o cantor fez seu primeiro trabalho internacional em 1999, gravando a canção 'Santo Santo' com Gloria Stefan. Depois, deixou o grupo Só Pra Contrariar para seguir carreira solo, que, desde 2001, já rendeu quatro álbuns em espanhol. Ganhou reconhecimento da revista 'Billboard', dos prêmios Grammy e até do ex-presidente dos EUA George W. Bush, para quem cantou 'Garota de Ipanema' em 2003

    Foto: Reprodução

  3. Arnaldo Antunes - Além de ser "cult" no Brasil, o músico paulistano é há décadas visto de forma parecida no exterior. Já fez diversas turnês pela Europa, inclusive recitando poemas, e seu projeto Tribalistas, com Marisa Monte e Carlinhos Brown, registrou ótimos índices de vendas no continente

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    Foto: Getty Images

  4. Ivete Sangalo - Apesar de ter se apresentado em todas as edições lusitanas do Rock in Rio, e também uma vez na espanhola, foi só no ano passado que a cantora baiana ampliou seus horizontes também a países de línguas não-latinas. Em 2010, ela se apresentou para 20 mil pessoas no Madison Square Garden, em Nova York, além de ter feito shows em Miami e Worcester. No entanto, o grosso de seu público nesses eventos foi formado por brasileiros

    Foto: AgNews

  5. Claudia Leitte - Assim como com Ivete Sangalo, é difícil saber o quão longe pode chegar a carreira da cantora no exterior. Mas ela já se faz presente. Em 2010, cantou ao lado do astro da black music Akon no Festival de Verão de Salvador e, posteriormente, gravou a canção 'Famo$a' (Billionaire) com o rapper Travis McCoy. Em 2011, fez parceria com Ricky Martin, shows nos EUA e apresentou uma das categorias do Grammy Latino

    Foto: Ricardo Matsukawa/AgNews

  6. Cansei de Ser Sexy - Se o CSS é um nome não tão popular no País, a coisa é bem diferente no exterior. A banda já chegou a integrar posições de destaque nas principais paradas de sucessos do mundo, se apresentou nos mais importantes festivais da atualidade e sua vocalista, Luisa Lovefoxx, chegou a ser eleita pela conceituada revista 'NME' como a terceira pessoa mais "cool" do planeta, fato inédito para um brasileiro

    Foto: Reprodução

  7. Gusttavo Lima - O cantor sertanejo fez uma miniturnê na costa leste dos EUA no mês de janeiro. Semanas antes de desembarcar no país, dois dos shows, em Newark e Boston, já tinham ingressos esgotados, fazendo a organização agendar duas datas extras de Gusttavo nas cidades. Ele, que já confirmou o retorno ao continente em julho e planeja ir à Europa em outubro, ainda se apresentou na ocasião em Pompano Beach e Atlanta, também nos EUA

    Foto: Divulgação

  8. Luan Santana - Em 2011, o cantor sertanejo revelou planos de gravar um CD em língua espanhola para se lançar em carreira internacional. No mesmo ano, em setembro, ele fez seu primeiro show fora do Brasil, no Brazilian Day, realizado anualmente em Nova York. Ao menos em relação à presença do público ele se deu muito bem: aproximadamente dois milhões de pessoas, boa parte de origem brasileira, o assistiram na ilha de Manhattan

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    Foto: Getty Images

  9. Sandy & Junior - Os queridinhos das pré-adolescentes na década de 1990 investiram pesado na carreira fora do Brasil. No entanto, 'Sandy & Junior Internacional' empacou nas vendas fora do País, comercializando pouco mais de 30 mil cópias em 2001 - por aqui, foram mais de 350 mil vendidas. A dupla teve dois obstáculos: a alta do dólar, a R$ 3,50 na época, e o fato de seu público no exterior, concentrado em nações latinas, ser formado majoritariamente por brasileiros

    Foto: Reprodução

  10. Sepultura - A partir de 1991, com o lançamento de 'Arise', seu quarto álbum de estúdio, a banda de heavy metal ganhou grande sucesso no exterior. Esse trabalho e seus dois sucessores foram certificados com disco de ouro em mercados de extrema importância na indústria fonográfica, como EUA e Reino Unido. Mesmo vivendo em época de vacas magras, o Sepultura ainda consegue se destacar nesses países, assim como na França, Áustria, Alemanha, Suíça, Polônia, entre outros

    Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

  11. Seu Jorge - O cantor carioca também tem conseguido fazer seu nome no exterior. Além de ser figurinha carimbada em países como França, Espanha e Portugal, ele chegou até a gravar a trilha sonora do filme norte-americano 'The Life Aquatic Studio Sessions', estrelado pelo astro Bill Murray, e a atuar em longas no exterior. Em 2005, lançou o disco 'Live at Montreux', gravado em show na cidade suíça

    Foto: Fernando Borges/Terra

  12. Jorge Ben Jor - Um dos maiores hits do cantor carioca, 'Mas Que Nada' já foi regravado por nomes como Ella Fitzgerald, Al Jarreau e Black Eyed Peas. Há anos Ben Jor possui uma bem-sucedida carreira internacional, focada principalmente na Europa e nos EUA

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    Foto: Getty Images

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