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 Sexagenário, Ozzy empolga público sob forte chuva em SP
02 de abril de 2011 22h29 atualizado em 04 de abril de 2011 às 15h46

Ozzy Osbourne abriu o show em SP convidando os fãs à loucura. Foto: Ivan Pacheco/Terra

Ozzy Osbourne abriu o show em SP convidando os fãs à loucura
Foto: Ivan Pacheco/Terra

David Shalom
Direto de São Paulo

Nada de longas introduções, efeitos de telão ou pirotecnias. Foi com a frase "vocês estão prontos para ficar loucos" que Ozzy Osbourne, uma das maiores lendas da história do heavy metal, saudou o público paulistano que lotou a Arena Anhembi neste sábado (3), três anos após sua última passagem pela capital.

Cumprindo à risca o repertório apresentado na turnê Scream 2011, o cantor começou o show com Bark at the Moon, clássico eterno de seu terceiro disco, para empolgação geral dos fãs, que erguiam os braços para o alto exibindo os famosos chifrinhos com as mãos, símbolo do estilo. Na sequência, a banda que o acompanhava - muito boa, por sinal - lançou Let me hear you scream, única canção no set-list do álbum homônimo, lançado no ano passado.

Apesar de seus 62 anos de idade, e dos danos notórios que quatro décadas de excessos lhe causaram, Ozzy continua em ótima forma no palco. Carismático e sorridente, o cantor natural de Birmingham pula, bate palmas, anda de um lado para o outro. Em Mr. Crowley, faixa de seu primeiro disco solo, foi presenteado por um fã com uma imensa bandeira do Brasil, que, após ser enrolada em volta de seu corpo, foi colocada no pedestal da bateria, fazendo as vezes de cenário num palco completamente escuro e sem adornos.

Acompanhado por Gus G. (guitarra)- cujos cabelos esvoaçavam graças a um ventilador disposto à sua frente, o que lhe dava uma imagem de guitar hero tocando no topo de uma montanha -, Rob Nicholson (baixo), Tommy Clufetos (bateria) e Adam Wakeman (teclado) - guitarrista em canções sem seu instrumento -, o vocalista não deu muito tempo para os presentes descansarem. Com um jato de espuma, tradição há anos em suas apresentações, dava um toque lúdico ao concerto, o segundo de uma série de cinco no País.

Na sequência, Ozzy e companhia tocaram I don´t know, Fairies Wear Boots (do Black Sabbath, banda que o consagrou) e Suicide Solution. E foi aí que a chuva, distante desde o início do show do Sepultura, banda de abertura, voltou a dar as caras, desta vez com força. "F...-se a chuva!", gritou, antes da balada Road to Nowhere, do álbum No more tears, para delírio do público, que se empolgava a cada frase do cantor.

Como era de se esperar, em dado momento o Príncipe das Trevas anunciou estar perdendo a voz, por sinal um pouco baixa em boa parte da noite. "Mas estou fazendo o meu melhor". E mais uma joia de seu período no Black Sabbath foi destilada: War Pigs, seguida pelo hit Shot in the Dark.

Ozzy, então, apresentou sua banda, dando ênfase ao guitarrista Gus G - substituto de Zakk Wylde, hoje líder do Black Label Society -, que deu o pontapé inicial para uma maratona de solos com longos minutos de duração. Ele se saiu bem - chegando até a tocar trecho do choro Brasileirinho -, principalmente quando acompanhado por seus companheiros de palco.

Foi Tommy Clufetos, um dos destaques da noite por sua pegada pesada tanto nos pés quanto nas mãos, que protagonizou o momento dispensável do evento: intermináveis minutos de viradas e marcações rítmicas de bumbo para agitar os presentes, que após pouco tempo já se mostravam impacientes com a demonstração do instrumentista.

Mas logo Ozzy estava de volta, trazendo um dos maiores clássicos do Sabbath, Iron Man, cantado em uníssono pelos fãs. "Eu quero vocês loucos esta noite", disse, na sequência. "Se gritarem, tocarei mais uma música. Mas se gritarem com muita vontade, tocarei duas, três, quatro, e ficaremos aqui a noite inteira!". E seguiu-se I Don´t Want to Change the World e Crazy Train, duas das canções que mais fizeram o público pular sob a chuva cada vez mais grossa que caía sobre a pista do Anhembi.

Para fechar o show, Ozzy emendou mais uma balada - "Mama I´m Coming Home -, seguida por Paranoid, hit máximo da carreira do Sabbath. Ovacionado, o cantor chamou seus companheiros de banda para a frente do palco, agradeceu ao público, que pedia por mais músicas, e se retirou, encerrando a apresentação e, pasmem, a chuva. Coisa de Príncipe das Trevas...

Set-list:

Bark at the Moon

Let Me Hear You Scream

Mr. Crowley

I Don't Know

Fairies Wear Boots

Suicide Solution

Road to Nowhere

War Pigs

Shot in the Dark

Rat Salad/Iron Man

I Don't Want to Change the World

Crazy Train

Mama, I'm Coming Home

Paranoid

Terra
  1. Ozzy Osbourne olhou para o público e se admirou com a empolgação dos fãs

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

  2. A chuva não estragou o ótimo show de Ozzy Osbourne em São Paulo. O cantor ainda passou por Porto Alegre, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

  3. Os fãs presentearam Ozzy com uma bandeira do Brasil

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

  4. Ao cantar 'Let Me Hear You Scream' ele fez questão de se enrolar na bandeira brasileira

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

  5. Cumprindo o repertório de sua turnê brasileira, Ozzy abriu a noite com 'Bark at the Moon'

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

  6. O show começou às 21h27, três minutos antes do previsto

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

  7. Ozzy foi ovacionado pelos fãs, que o receberam de braços abertos em São Paulo

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

  8. Ozzy fez uma apresentação enérgica em SP

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

  9. O baterista da banda de Ozzy empolgou o público paulistano

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

  10. O guitarrista de Ozzy entrou no clima do público brasileiro e curtiu a boa energia que se estabeleceu na Arena Anhembi

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

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