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 Com lendas do jazz, Mimo reúne público de 90 mil em Olinda
08 de setembro de 2010 18h53

Concerto com Egberto Gismonti foi um dos pontos altos do festival. Foto: Osmar Portilho/Terra

Concerto com Egberto Gismonti foi um dos pontos altos do festival
Foto: Osmar Portilho/Terra

Osmar Portilho
Direto de Olinda e Recife

Com palcos inusitados montados em igrejas históricas de Olinda, Recife e João Pessoa e uma arena na Praça do Carmo, a edição 2010 da Mimo (Mostra Internacional de Música em Olinda) contou com um público de 90 mil pessoas durante os sete dias do evento.

De acordo com os organizadores, foram 37 concertos executados por mais de 500 músicos brasileiros e internacionais. Nomes de peso da música brasileira como Tom Zé, Dado Villa-Lobos, Wagner Tiso e Leo Gandelman foram atrações ao lado de lendas vivas do jazz como McCoy Tyner, que já tocou com John Coltrane, e do virtuoso guitarrista Mike Stern, que encerrou a série de shows na terça.

Além destas apresentações, o público de Recife acompanhou um raro show do arranjador Egberto Gismonti. O pianista subiu ao palco montado na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos acompanhado da Orquestra de Sopros da Pro Arte.

Fora a união de música de qualidade com apresentações gratuitas ao público, a Mimo ainda teve um circuito com filmes, documentários e muitas oficinas musicais, um dos grandes chamarizes do evento, que ainda arrancou elogios de Egberto, que justificou sua "exceção" ao tocar no Brasil por esse caráter instrutivo da música.

As apresentações montadas nas igrejas históricas das cidades deu clima extra de "trilha sonora" para concertos eruditos ou apresentações mais despojadas, como a parceria entre Cristina Braga e Dado Villa-Lobos, que chegou tocar alguns sucessos da Legião Urbana.

O repórter do Terra viajou a convite da Mimo.

Redação Terra