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 Chris Brown surpreende com coreografia em show em São Paulo
21 de maio de 2010 02h52 atualizado em 24 de maio de 2010 às 15h23

Chris Brown abusa de playback em show para fãs apaixonadas. Foto: Raphael Falavigna/Terra

Chris Brown abusa de playback em show para fãs apaixonadas
Foto: Raphael Falavigna/Terra

São Paulo recebeu nesta quinta-feira (20) Chris Brown durante a turnê Fan Appreciation, que começou em Belo Horizonte e deve passar ainda pelo Rio de Janeiro (21) e Porto Alegre (22).

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O show teve abertura da banda Valkírias, grupo feminino que empolgou com boa presença de palco (em certo momento eram 9 pessoas) e versões de músicas pop. Houve referência a Michael Jackson, uma versão de Emotions, de Beyoncé, e Bad Romance de Lady Gaga. Entre uma e outra, as garotas cantaram músicas próprias. Vocais seguros, bom repertório e simpatia conquistaram o público de 6 mil pessoas que chegava para ver o rapper americano. O público, aliás, caprichou no visual inspirado no rapper - bonés de aba reta dominavam o Credicard Hall. Teve também uma quantidade expressiva de homens, apesar da presença ser logo abafada pelo gritos constantes e estridente do público feminino.

Às 22h10 o show começa com um vídeo e efeitos de luz e fumaça. Chris Brown entra no palco, todo de preto com uma jaqueta de tachas acompanhado por quatro bailarinos e já fazendo coreografias rápidas e complexas. Este um dos pontos altos do show: Chris mostra que ensaiou e trabalhou duro pela performance no palco. Ele começa com Wall 2 Wall e Gimme That. Já na segunda música, usa playback nas partes em que a coreografia exigia mais fôlego.

Depois, Chris emendou um medley até seu primeiro grande hit, Run It. Nesta hora, o público vai ao delírio e as mãos para o alto tem o mesmo movimento, com o Chris dominando a platéia. De repente, ele sai do palco, um bailarino faz uma apresentação e o público esfria. Talvez esquentar a galera e sair em seguida não seja uma boa estratégia.

O show entra num momento mais romântico, com Transforma Ya e You. Chega a hora de Sex do álbum In My Zone, e Chris pede uma mulher no palco. Uma morena com um vestido curtíssimo e colado é a felizarda que dança com o rapper para delírio da plateia. O próximo grande momento é Kisses Kisses, acompanhada pelo público. Depois vem Drop It Low e Holla at Me, e há um segundo intervalo. Num medley de Poeira de Ivete Sangalo, I Gotta Feeling de Black Eyed Peas, uma batida de funk carioca e 50 Cent, Chris volta ao palco com uma bandeira do Brasil no momento mais animado do show.

O cantor diminui um pouco o ritmo e entra na parte final da apresentação com Crawl, Say Goodbye e With You, as quais o público cantou junto. Nesta hora, Chris já abusava do playback. Tem minou o show sem direito a bis com Forever e dizendo que amava São Paulo.

Chris deixa uma coisa clara no show: ainda é um garoto. Despontando para o sucesso ao 16 anos, hoje Chris é uma grande estrela mas falta segurança. Isso fica claro na forma como canta, que ainda é um tanto adolescente e como se porta no palco - tudo é muito bem ensaiado, não há espaço para improvisações que só alguém com bastante experiência faria.

O show inteiro, principalmente as coreografias, é claramente planejado em detalhes. Se por um lado Chris impressiona precisão e sincronia com os bailarinos, é tudo tão calculado que tira a espontaneidade do cantor. Em alguns momentos, ele faz usos de playback, porque ninguém é de ferro e dançar daquele jeito tiraria o folego de qualquer um. Mas o recurso acaba sendo usado demais, até porque algumas das músicas tem participações e não funcionam bem ao vivo.

Chris deixa transparecer certa timidez, que pode ser confundida com antipatia. A única conversa com o público foi "vocês querem se divertir comigo?", que pareceu bem falso. Fora isso, Chris não fez nem o agradecimento óbvio de todos os artistas estrangeiros que passam por aqui. Enfim, o show não é inesquecível ou surpreendente, mas também não falta qualidade. Entretanto, se depender do show em São Paulo, Chris vai continuar sendo conhecido por ser o namorado violento de Rihanna, porque a performance não convenceu pelo talento, exceto as fãs incondicionais, que não eram poucas presentes ao espetáculo.

Redação Terra