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Reggae invade Salvador no fim de semana

24 de setembro de 2004 07h42

Toni Garrido leva para Salvador as novas canções do Cidade Negra. Foto: Reinaldo Marques/Terra

Toni Garrido leva para Salvador as novas canções do Cidade Negra
Foto: Reinaldo Marques/Terra

Apesar de o reggae já ter sido incorporado, há muito tempo, ao gosto dos baianos, só agora o ritmo jamaicano, que conquistou legiões de admiradores em todo o mundo, ganha seu primeiro grande festival internacional em Salvador. É o Skol Tropical Beats - Todo Mundo no Reggae, que acontece sábado e domingo, no Estádio de Pituaçu, reunindo um time de feras: Inner Circle, Yellowman, Cidade Negra, O Rappa, Edson Gomes, Sine Calmon, Diamba, Olodum, Scambo e Mosiah (veja boxe com programação e horários). O festival terá também uma feira de produtos afros, salão de beleza, pista de skate, praça de alimentação, camarote e linhas de ônibus especiais. O evento é uma realização da Icontent, empresa da Rede Bahia, com patrocínio da cerveja Skol Beats.

A realização do Skol Tropical Beats chega em uma hora oportuna, como atesta Maurício Magalhães, diretor de Negócio - Conteúdo e Entretenimento da Rede Bahia: "O reggae é um estilo musical que agrada a todas as etnias, classes sociais e idades. É um movimento silencioso com dimensões gigantescas. Todos os eventos isolados que foram feitos sempre se destacaram. Por isso acho que a Skol está preenchendo uma grande carência que a cidade já tinha".

Para abrigar o festival, o Estádio de Pituaçu foi recuperado na parte estrutural - incluindo área de estacionamento, entradas, acessos, instalações elétricas e sanitárias, pintura e sistema de iluminação. "A idéia é dar ao Skol Tropical Beats a mesma logística do Festival de Verão, por isso, a mesma equipe está em atuação", revela Alex Amaral, da empresa Strutura, responsável pela parte operacional.

Em sua primeira edição e com expectativa de receber uma média de 25 mil pessoas por dia, o Skol Tropical Beats reúne representantes das diversas correntes do ritmo, como a banda jamaicana Inner Circle - considerada uma das melhores do mundo e que possui público cativo no Brasil, onde já se apresentou algumas vezes, inclusive na Bahia. A outra atração internacional é o DJ Winston Foster, mais conhecido como Yellowman, também jamaicano, responsável pela popularização do dancehall. Polêmico, ele é admirado e odiado pelos que acompanham o reggae.

O Brasil vem representado por dois pesos-pesados. O grupo Cidade Negra lança seu novo CD, Perto de Deus, totalmente gravado em Kingston, capital da Jamaica, e promete um show especial, incluindo, é claro, suas músicas mais conhecidas. A outra atração é O Rappa, que vai mostrar os grandes hits registrados no DVD O silêncio q precede o esporro, gravado ao vivo este ano.

A cena local também deve fazer bonito. A começar pelo reggaeman Edson Gomes, maior representante do gênero na Bahia. Ele aproveita o festival para mostrar as canções inéditas programadas para fazer parte do novo disco, que deve ser gravado ainda este ano. Sine Calmon, que se tornou conhecido nacionalmente com Nayambing blues, vai lançar no evento seu quarto CD, Guerreiro mor. A chamada nova geração manda ver com as bandas Diamba, também com novo CD, Tempos de época; Scambo, grande vencedora do Troféu Caymmi 2004, recebendo vários prêmios, inclusive o de melhor show e disco, por Exerça; Mosiah, com o seu roots reggae, e o Olodum, mais legítimo representante do samba-reggae, ritmo criado no Pelourinho que uniu os tambores da Jamaica e da Bahia.

Correio da Bahia

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