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Rouge lança terceiro CD sem medo de ser pop

06 de julho de 2004 15h20

Aline, Patrícia, Karin e Fantine: mais pop do que nunca!. Foto: Antonio Reis/Especial para Terra

Aline, Patrícia, Karin e Fantine: mais pop do que nunca!
Foto: Antonio Reis/Especial para Terra

"Tem gente que se acanha ao falar que somos uma 'girlband' pop. Mas é isso que somos mesmo, e não temos vergonha", dispara Fantine. Menos de quatro meses depois do Rouge perder Luciana, que deixou a banda, o quarteto formado por Fantine, Aline, Karin e Patrícia lança seu terceiro álbum: Blá Blá Blá. E quem esperava que a saída de uma integrante abalasse o grupo vai se surpreender ao perceber que elas seguem um lema: Vida longa ao Rouge!

Depois de uma noite em claro, ensaiando a coreografia do novo show, e ainda sem almoçar, o quarteto recebeu a reportagem do Terra na sede de sua gravadora em São Paulo para uma entrevista exclusiva sobre o novo disco já lançado, e o novo show, que estréia em São Paulo neste sábado no Via Funchal, e no próximo dia 20 no Canecão no Rio de Janeiro.

Os fãs da banda podem ficar tranqüilos: a nova empreitada segue a mesma linha pop que consagrou a banda nos dois álbuns anteriores. "Continua sendo pop e eclético, mas é mais ligado às raízes das influências. Se Liga Se Pega é um pop rock, Filme de Terror é mais hardcore e a Na Palma da Mão tem uma batida afro-brasileira", explica Fantine.

Esta última, aliás, é de autoria da própria banda, e a primeira composição a ser gravada pelo Rouge em um CD. "Surgiu em uma brincadeira na casa da Karin, a gente não fez com a intenção de gravar", relembra Aline. A responsabilidade de gravar a primeira composição própria não pesou sobre o grupo. "A gente confia muito no nosso produtor (Rick Bonadio), e sabe que ele não deixaria passar nada que não fosse bom", afirma Fantine.

Apesar da participação no CD de estréia do BR'OZ, a parceria não se repetiu neste terceiro registro do Rouge. "Em parte! Os meninos apresentaram pra gente o Justin Timberlake. Nós gostamos da atuação dele no palco e começamos a pesquisar para trazer isso para o nosso show", corrige Karin. "A energia do BR'OZ também ajudou bastante, porque eles chegaram com um pique que levou todo mundo, como uma família", prossegue Aline.

A saída de Luciana Andrade é passado para o quarteto e o assunto não é nenhum tabu. "Acho que (a saída da Luciana) surtiu um efeito bastante positivo. Fez com que a gente reavaliasse tudo que está acontecendo na nossa carreira", adianta Fantine. "Mesmo sem nos darmos conta, nós juntamos nossas forças e energias pra fazer desse CD e do show o melhor da carreira", completa Karin.

Substituir Luciana por outra nova integrante nem passou pela cabeça do Rouge. Para as garotas isso seria "um atraso". "Já passamos por tanta coisa que seria impossível para alguém entender tudo isso. Seria uma alien", analisa Fantine.

Por enquanto o único saldo negativo com a saída de Luciana foi a pausa nos planos de internacionalizar a carreira do Rouge. "Nós chegamos a gravar um disco em espanhol, mas não lançamos", explica a banda. Para Fantine, divulgar em quatro um disco gravado por cinco tiraria a credibilidade do trabalho. Por enquanto o Rouge vive assim: cantando em português e mais pop do que nunca. E com orgulho!

Redação Terra