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Violins estréia fugindo de estereótipos do rock

03 de maio de 2004 07h27 atualizado às 07h27

A banda Violins. Foto: Monstro/Divulgação

A banda Violins
Foto: Monstro/Divulgação

Formado por quatro universitários, em 2000, a banda goiana Violins nasceu com o nome de Violins and Old Books e chamou a atenção do circuito indie rock com o EP Wake Up and Dream (2002), interpretado em inglês. Boas melodias, melancolia e um vocalista acima da média eram virtudes facilmente reconhecíveis.

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Se sonoramente já soavam diferentes de boa parte da cena indie, Beto Cupertino (voz, guitarra, piano), Léo Alcanfor (guitarra), Pedro Saddi (teclados), Pierre Alcanfor (bateria) e Timoteo Madaleno (baixo) aumentam a distância estética do atual rock nacional, de modo geral, com o álbum Aurora Prisma (Monstro Discos). Agora cantando em português, Violins realiza uma singular confluência de Radiohead, do subestimado Sunny Day Real Estate e da fase Clube da Esquina de Lô Borges e Beto Guedes. Há crescimento nas composições (densas e até grandiloqüentes, mas nunca pretensiosas), nos arranjos e nas letras sentimentais e sinceras.

O vocalista Beto, 24, fala sobre o processo. "Começamos com a intenção de uma banda como a Wry (grupo de Sorocaba que se mudou para Londres em 2001), cantando em inglês e pensando em ir para a Inglaterra. Acabamos botando os pés no chão e decidimos cantar em português, para facilitar o entendimento das letras".

Autor das boas letras (ele é professor de Filosofia) e melodias, Beto reconhece a influência do Clube da Esquina na nova fase do Violins, mas, curiosamente, só começou a ouvir a setentista geração de Minas após as pessoas falarem sobre a semelhança. "Acho uma boa referência, ainda mais que não foi planejada".

O certo é que Violins foge de estereótipos roqueiros e muda sem alterar a essência. As faixas Auto-Paparazi, O Vendedor de Sol (com piano, quarteto de cordas) e 23 Carnavais ("Contornando um Outono em preto e branco/ Outro engano ou eu não sei o que fiz de mim?") são pontos altos dessa bela Aurora Prisma.

Correio da Bahia