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Inker lança PB e Suíte Minimal em grande estilo

05 de dezembro de 2003 18h32 atualizado às 18h45

Inker. Foto: Divulgação

Inker
Foto: Divulgação

A cena musical independente brasileira ganhou um reforço de peso na área de lançamento de novas bandas neste mês. A empresa paulistana Inker acaba de aumentar sua área de atuação lançando duas novas bandas, PB e Suíte Minimal, por um selo próprio.

Ouça Ana Solidão com PB
Ouça João Jogador Especial com Suite Minima

"A idéia de lançar CD e livros é uma extensão da nossa proposta", contou Fabiana Batistela, uma das sócias da empresa, ao Terra. "A Inker é uma empresa especializada em planejar e viabilizar projetos culturais e sociais, direcionados, especialmente, aos jovens. Atua tanto junto a empresas, planejando e produzindo projetos que comuniquem uma marca através de ações culturais e sociais, quanto junto a idealizadores e artistas, transformando idéias em projetos atraentes para o mercado", explicou Fabiana.

No fervilhante cenário independente nacional, a Inker optou por escolher duas bandas que fossem pouco conhecidas até no underground, mas que estivessem prontas para gravar um álbum. "A Suíte Minimal se encaixa bem nessa descrição. Eles têm pouco tempo de estrada, muita vontade e são extremamente talentosos", analisa Fabiana.

"Já com o PB, que têm anos de carreira, a história foi outra. Nos foi feita à proposta de lançar uma compilação das melhores músicas da banda. Uma trabalho maravilhoso que estava meio perdido, ninguém chegou a conhecer, ouvir direito. A idéia era que a Inker desse ao grupo o tratamento que eles mereciam: CD prensado bonitinho, com encarte caprichado, assessoria de imprensa bem feita, divulgação bacana, distribuição nacional, agendamento de turnê, etc.. Quando eu ouvi a seleção de músicas, fui convencida facilmente. O álbum ficou ótimo, recebeu um cuidado especial em Nova Iorque e o PB é uma grande banda de pop-rock. Agora eu espero que muita gente descubra isso também", deseja.

A vontade de trabalhar com música e lançar novos artistas era antiga. "Apenas não queria fazer isso antes de encontrar uma forma decente de colocar os CDs no mercado", justifica. "Distribuição foi sempre um grande problema para artistas e selos independentes. Foi a Tratore, distribuidora especializada nesse nicho de selos menores, que nos deu essa oportunidade. A proposta de trabalho deles é bem profissional e se adapta à realidade brasileira e à nossa: de não querer competir com o 'monstro' da indústria fonográfica desse país, mas, sim, correr por fora e conquistar um público próprio. É um caminho no qual a gente acredita", complementa Fabiana, lembrando que a Tratore prometeu levar os discos para o Brasil todo, incluindo Megastores como Fnac, Saraiva e Livraria Cultura e lojas virtuais, como Submarino, Som Livre e Lojas Americanas.

Montada em 2002, a Inker trabalha com a idéia de fazer projetos acontecerem. "Tanto os próprios, idealizados por mim e pela Carla Ikeda, minha sócia, amiga e ex-colega de faculdade, quanto de terceiros", conta Fabiana. "A gente organiza, produz eventos, shows, turnês. Por enquanto trabalhamos mais na área da música, pois já tínhamos experiências anteriores no assunto. Mas já flertamos com um projeto de teatro, temos um projeto de exposição de arte grande para realizar, e, no futuro, queremos trabalhar com cinema também", planeja.

Nos últimos dois anos o nome Inker ficou associado ao Festival Upload, evento realizado em 2001 e 2002 no Sesc Pompéia, em São Paulo, com grandes nomes da cena independente brasileira e boa cobertura da mídia. Antes, porém, Fabiana Batistela já havia se envolvido com novas bandas na extinta revista Showbizz, editando a seção Democracia, dedicada às bandas independentes.

Redação Terra