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Cena indie do RJ recebe dois lançamentos de peso

19 de novembro de 2003 19h23

A banda Matanza. Foto: Divulgação

A banda Matanza
Foto: Divulgação

Periferia é periferia em qualquer lugar, diz o rap. Indie também, pode dizer o rock. Música Para Beber e Brigar, CD do Matanza, e Tributo ao Inédito 2, compilação que reúne Djangos, Nelson e Os Gonçalves, Gabriel Muzak, Mandril, Marta V, Zumbi do Mato, Grave!, Jason, Jimi James e Cabeçudos, são do time indie carioca.

Uma cena que, praticamente como todas as demais do país, lida com a falta de locais decentes para shows, público mezzo preguiçoso, mainstream obtuso, crises, etc. Mas nada de choro. A situação - no Rio, Salvador ou Goiânia - melhorou nos últimos anos com o surgimento de vários selos, festivais e internet.

Música Para Beber e Brigar aprimora o country metal que o Matanza mostrou no primeiro CD, Santa Madre Cassino (2001). É rock pesado, estradeiro e sarcástico que fala de sexo, porradas em bares e muito bourbon. Um som que o diretor Robert Rodriguez (Um Drink no Inferno, El Mariachi) aprovaria.

Louco por Johnny Cash, o quarteto formado por Jimmy (voz, gaita), Donida (guitarra), China (baixo) e Fausto (bateria) acaba de gravar quatro canções do ídolo de Nashville para lançamento exclusivo em vinil, com tiragem limitada. Mais um ponto a favor do Matanza.

Tributo 2
Em 2002, dez grupos do Rio mostraram a cara no Tributo ao Inédito, cada um interpretando duas faixas. O CD vendeu três mil cópias e gerou vários shows. Tributo ao Inédito 2 dá seqüência à idéia.

Das dez bandas reunidas agora, quatro participaram do álbum anterior: Jimi James (rock vigoroso, melódico), Zumbi do Mato (veterana do underground, com um humor inclassificável de tão absurdo), Mandril (rock radiofônico maneiro, vide Se for me leva) e Jason (hardcore competente).

Djangos (bom mix de rock com ritmos eletrônicos como ragga e d'n'b), Nelson e Os Gonçalves (rock boêmio de alma chicana), Marta V (boa cantora e guitarras idem), Grave! (rock, reggae e d'n'b com um quê de O Rappa), Cabeçudos (skate punk ainda verde) e Gabriel Muzak (coquetel rítmico que tem resultado interessante em Rude boy) completam a coletânea.

Correio da Bahia