atualizado às 18h14

"Não imaginávamos ir tão longe", diz Vaccines antes de shows no Brasil

Árni Hjörvar, Justin Young, Pete Robertson e Freddie Cowan estiveram em um estúdio de São Paulo nesta segunda Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
Árni Hjörvar, Justin Young, Pete Robertson e Freddie Cowan estiveram em um estúdio de São Paulo nesta segunda
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
 
Marina Azaredo

Depois de cancelar uma vinda ao Brasil em 2011 para tocar no Planeta Terra, o Vaccines faz shows nesta semana em São Paulo (18) e no Rio de Janeiro (19) e promete apresentações com covers e músicas do próximo álbum da banda, que já está sendo gravado. "Nós tocávamos apenas meia hora, mas começamos a ter problemas, porque o público queria mais. Então temos de tocar covers, alguma coisa mais lado B, algo do próximo álbum, talvez", disse o baterista Pete Robertson em entrevista por telefone ao Terra.

Isso porque o único álbum do Vaccines, What Did You Expect From Vaccines, responsável por todo o hype que se formou em torno da banda, tem apenas 11 faixas e cerca de 35 minutos. O fato é que, em muito pouco tempo, o quarteto britânico saiu do completo desconhecimento do público para se tornar a banda do momento. Em janeiro de 2011, o disco de estreia nem havia sido lançado - o que só aconteceria em março daquele ano - e eles já estavam na capa da revista britânica New Musical Express, uma das principais publicações de música do mundo.

"Nós realmente chegamos mais longe do que pensamos que poderíamos chegar", admite Pete. No entanto, ele garante que a banda mantém os pés no chão. "O mais importante agora é a qualidade da música. Estamos procurando melhorar, escrever músicas melhores, porque o mundo está esperando o nosso próximo passo", reflete. E ele tem rezão: o próximo álbum do Vaccines é realmente um dos mais esperados atualmente, com críticos e fãs ávidos por saber se essa é uma banda de um álbum só ou se vem mais coisa boa por aí.

Antes de vir para o Brasil - a banda já está em São Paulo -, o Vaccines tocou sábado (14) no Coachella, um dos principais festivais de música do mundo, que acontece na Califórnia. No próximo sábado (21), eles tocam mais uma vez no festival. Em São Paulo, o show acontece no Cine Joia, com capacidade para 1,5 mil pessoas; e no Rio, no Circo Voador, onde cabem 2,5 mil pessoas. "Realmente serão experiências muito diferentes. É muito divertido tocar em grandes palcos, mas talvez um pouco menos pessoal. Você acaba apresentando a sua música para muita gente que não a conhece. Em pequenos clubes, o público está bem ali na frente do seu nariz e, na maioria das vezes, já conhece a sua música", compara.

Sobre o cancelamento no show do Planeta Terra em 2011, Pete garantiu que não teve relação nenhuma com o fato de Liam Gallagher tocar com a sua banda Beady Eye no festival, como insinuou o próprio Liam em entrevista ao Terra no ano passado - Liam e o Vaccines têm uma rixa pública. "Isso não é verdade! Nós realmente queríamos ir e foi muito difícil tomar essa decisão. Liam Gallagher não teve nada a ver com isso, mas espero que ele tenha se divertido no festival", disse, entre gargalhadas. Na época, a banda cancelou a sua participação com a justificativa de que estava abrindo os shows da turnê do Arctic Monkeys e havia um conflito de agendas.

Pete contou ainda que tem escutado Rolling Stones no "repeat", mas que é fã de música brasileira. "Gosto de samba, jazz, João Gilberto, Tom Jobim", disse ele. O baterista admite as mais variadas influências no som do Vaccines, que são frequentemente comparados a Ramones, Strokes, Jesus and Mary Chain. "É claro que tudo isso nos influencia. Tudo o que ouvimos na vida acaba influenciando o som que fazemos."

Ainda há ingressos disponíveis para os shows no Rio e em São Paulo.

Terra