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Mãe de M. Jackson acusa produtora de negligenciar "doença" do filho

19 jul 2013
20h37
atualizado em 20/7/2013 às 21h54
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A mãe do cantor Michael Jackson disse à Justiça, na sexta-feira (19), que a podutora de shows AEG Live falhou ao não oferecer atendimento médico adequado ao seu filho durante os ensaios para a turnê This is It, em 2009.

Katherine Jackson na chegada a evento no mês passado
Katherine Jackson na chegada a evento no mês passado
Foto: Getty Images

Foi a primeira vez que Katherine Jackson, 83 anos, depôs no processo civil em que ela e seus netos acusam a AEG Live de responsabilidade pela morte de Jackson, morto em decorrência de uma overdose de medicamentos, em 2009, quando tinha 50 anos.

A ação alega que a AEG foi responsável por contratar o médico Conrad Murray para acompanhar o artista na preparação para a turnê. Em um processo penal anterior, o profissional foi condenado por homicídio culposo, por ter administrado uma dose letal de Propofol a Jackson.

"Meu filho estava sendo pressionado", disse Katherine Jackson ao advogado da AEG, Marvin Putnam. "Ele perguntava pelo pai dele. Meu filho estava doente. Ninguém disse: ‘chamem o médico, o que há de errado com ele?'. Ninguém disse isso."

Putnam argumentou que Jackson era acompanhado por um médico, ao que Katherine Jackson respondeu: "meu filho precisava de outro médico, um médico externo. Não o doutor Murray".

O cantor apresentava sinais de problemas físicos quando se preparava para uma série de 50 shows que faria em Londres. Kenny Ortega, que seria o diretor do espetáculo, disse que menos de uma semana antes de morrer Jackson apareceu em um ensaio com o corpo frio, mostrando-se incoerente e psicologicamente perturbado.

A AEG Live diz que não contratou nem supervisionou Murray e argumenta que Jackson era dependente de drogas ilícitas e medicamentos desde vários anos antes de ser contratado pela empresa. Representantes da produtora alegam ainda que não tinham como antever que Murray colocaria Jackson em perigo.

A matriarca da família Jackson acompanha as audiências desde o início do julgamento, no final de abril, mas disse que estava nervosa por ser a primeira vez que depunha perante um júri. Ela também havia comparecido assiduamente ao julgamento criminal de Murray.

A mulher disse repetidamente ao tribunal que tem sido difícil comparecer diariamente às audiências e escutar "todas as coisas ruins que dizem sobre meu filho". "Só ouço que ele era preguiçoso. Mas o senhor Jackson estava doente e não poderia ensaiar", disse ela.

O julgamento tem previsão para ser concluído em setembro.

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