
Karla Prado
Depois de 15 anos, o Brasil terá a chance de rever Madonna. Hoje com três filhos, recém-separada de Guy Ritchie, ela amadureceu muito desde Girlie Show, a turnê de 1993. Mulher de negócios que é, sempre um passo à frente de seu tempo, Madonna usufrui da mais moderna tecnologia, sem abrir mão dos passinhos de jazz que a popularizaram. É a rainha da pista.
» Madonna desembarca no Rio de Janeiro
» Madonna exige 10 mil latas de energético em SP
Auburn Speedster 1935 é o modelo do carro com o qual Madonna entra no palco em Beat Goes On. Era um sucesso nos anos 30 e faz parte do primeiro bloco do show, que mistura art déco e rappers novos-ricos.
Bitney Spears surge no telão, num elevador, vigiada por uma câmera, na música Human Nature. O vídeo de Steven Klein seria a forma que Madonna encontrou de criticar os paparazzi que perseguem princesinha do pop.
Chris Lamb, diretor de produção da turnê, está com Madonna desde Who's That Girl, de 1987. Ele é conhecido por usar um chapéu texano, que, na cor rosa, virou também uma das marcas da loura.
Die Another Day é mais um número de telão e tem a participação especial do bombante Pharrel Williams. É a deixa para Madonna surgir de shortinho vermelho e óculos de coração para cantar Into The Groove. Esponjas de maquiagem são item numeroso na produção da diva: ela usa 380 delas na turnê, fora cem cotonetes, cem pares de meias do tipo arrastão, que "ressuscitou", mais cem pares de joelheiras.
Freezers gigantes para carregar bolsas de gelo para Madonna e seus dançarinos são quatro: ela faz muito esforço durante o show e não pode ficar dolorida. Por isso uma massagista também vem ao Rio com a musa.
Givenchy, Dolce & Gabbana, YSL. Madonna, somo sempre, aposta nos melhores designers para compor seu figurino. Os sapatos são desenhados por Miumiu e Stella McCartney.
Hard Candy, atual CD de Madonna, está em primeiro lugar nas paradas de mais de 33 países. Madonna canta nove músicas deste álbum entre as 19 que compõem o repertório do show.
Instalação de 210 banheiros químicos foi necessária para suprir a necessidade do público no Maracanã. Haverá ainda 10 postos médicos, 700 homens cuidando da segurança e 140 bombeiros.
Kolpakov Trio é um grupo de ciganos romenos que toca instrumentos acústicos e músicas típicas na terceira parte do show, o bloco "Cigano", no qual Madonna canta versão para La Isla Bonita.
Jamie King é o diretor do show. Ele foi o coreógrafo das últimas três turnês da cantora. Também produziu "A Volta das Spice Girls", Britney Spears, Christina Aguilera e, mais recentemente, Avril Lavigne.
Like a Prayer, música do quarto álbum de Madonna, é um dos melhores momentos do último bloco do show. O chão treme e o hit traz ainda trechos de Don't You Want Me e Feels Like Home.
Mdonna troca de roupa oito vezes durante o show, para o qual ensaiou 653 horas com a banda. Cinco pessoas ajudam a popstar a trocar de figurino, o que leva um minuto e meio por vez.
Ninguém se ama tanto quanto Madonna. A prova é o número She's not Me (ela não sou eu), no qual desmascara sósias que usam figurinos relativos a várias fases de sua carreira. É uma ode a si mesma.
Operários trabalham durante cinco dias para montar o palco, que tem 42 metros de comprimento e 83 metros de largura. Para os efeitos de iluminação, são usados nove canhões de laser.
Porta-voz da Live Nation, empresa de shows e merchandising da qual Madonna é acionista, John Vlautin disse que a turnê vai arrecadar R$ 250 milhões, recorde financeiro que a própria cantora detém.
Quatro vans são necessárias para transportar a diva e seus bailarinos. Dentro do estádio se utilizam 10 carros de golfe para o uso exclusivo da produção, que ocupa 11 escritórios montados no Maracanã.
Rock também tem vez no show, na releitura de um clássico. Madonna toca guitarra numa versão pesada de Borderline, música originalmente fofa que só esteve no repertório de sua primeira turnê, em 85.
Sicky & Sweet, nome da turnê, significa Pegajosa e Doce. Na primeira cena do show, a musa pop aparece num trono e no telão uma massa colorida rosa vai rodando em close, formando um grande pirulito.
Tema presente nas apresentações da cantora, a política dá o tom em Get Stupid. Mostra cenas de guerra e fome e exibe imagens de Barack Obama, a quem Madonna apoiou, e Gandhi.
Um DJ aparece no início do bloco "Old School", segundo do show, no qual a cantora levanta a platéia com hits dos anos 80. Ele usa um fone de ouvido cravejado de cristais Swarovski.
Viajam com Madonna 200 pessoas de diferentes nacionalidades. Romenos, australianos, israelenses, japoneses e algerianos vêm ao Brasil, além de ingleses e americanos.
Willy Wonka, da Fantástica Fábrica de Chocolate, inspirou Madonna na abertura: ela surge num trono como o do personagem para comandar sua fábrica de doces.
Xícaras de chá, limões, leites de soja e de arroz, noz moscada, água tônica, banana, maçã, uva, rodelas de pepino, conhaque e vinho do porto fazem parte do cardápio do camarim.
Yves Saint Laurent não marca presença apenas no figurino, através de criações de Stefano Pilati. A grife também fornece os batons que a cantora usa e reforça a cada troca de roupa.
Zephyr in The Sky at Night I Wonder... Quando ouvir a primeira frase do hit Ray of Light, prepare-se para gritar muito: faltarão duas músicas para o show terminar. E Madonna não dá bis!
O Dia
|
EFE
Madonna faz primeiro show no Brasil neste domingo
|
09h27 » Madonna anuncia novas datas da turnê 'Sticky & Sweet'
16h29 » Madonna deixa mau humor no Rio e é só elogios a São Paulo
13h50 » Madonna dá festa em Londres para comemorar o fim da turnê