Lorena Calabria

Resultado/junho2012


INDIEpedia: Caio Bosco

29 jun

Publicado às 12h54

0 Comentários
 
Radiola Santa Rosa era o projeto de hip hop que Caio Bosco manteve entre 2004 e 2006. Dessa época ele aproveitou a pesquisa de samples que usava para embalar suas rimas. Antes, ele passou por bandas de reggae, hardcore e surf music na baixada santista. Quando partiu em carreira solo, juntou tudo isso ao rock, funk e soul. 
 
Em 2009, Caio Bosco lançou o Diamante EP, com apenas seis músicas que foram suficientes para despertar interesse pelos próximos passos do rapaz. Agora, veio o álbum cheio, batizado com seu nome, em que destila romantismo caiçara com letras diretas e música dançante. 
 
Nesta entrevista, Caio explica a mudança de rumo em sua arte e conta sobre os parceiros que tornaram seu trabalho tão especial. 
 

 

(Entrevista por Katia Abreu)

 

Caio Bosco
 
De onde vem: Guarujá – SP
 
Quem são: Caio Bosco (voz e guitarra), Fábio Peraccini (baixo), Juca Lopes (bateria) e DJ Beto Machado (MPC, programações, toca discos)
 
Onde ouvir: caiobosco.com
 
Para quem curte: Jon Spencer, Curtis Mainfield, Tim Buckley
 

UMA CARTA PARA PATTI SMITH

28 jun

Publicado às 12h22

0 Comentários
 
Patti, sua linda!
 
Desculpe-me pela intimidade. É assim que te chamam aqui no Brasil. No twitter, onde mais? 
 
O motivo desta carta é seu disco novo – Banga
 
Olha, Patti, depois de tudo que você já fez na vida,  nem precisava gravar mais nada. 
 
E você ainda esteve ocupada com o Just Kids, meu Deus! Que prosa poética aliciante. Tanto que, depois da leitura, desejei que você debandasse para o mundo dos livros.  
 
Foram quantos anos desde Tramppin’, seu último de inéditas? Sete ou oito? Tanto faz. Sabia que você estava produzindo algo novo, sem urgência. Também não me apressei. Até que…
 
Banga caiu na rede. Ainda fiquei na dúvida entre aguardar o cd ou baixar. Nem sei se você aprova, Patti, mas acabei baixando. O disco todo. 
 
Ouvi direto, por dias. Guiada por sua voz, ora doce, ora dilacerante, fui rastreando suas palavras, divagando pelos caminhos musicais, me imbuindo da beleza de cada canção.
 
Achei que tinha absorvido tudo de Banga – o bastante para torná-lo familiar, como aquele laço sanguíneo, sabe?, que prescinde de explicação
 
Mas aí chegou o CD – o disco físico. E um mundo novo se pôs no meu caminho, tal qual o do navegador Américo Vespúcio, que lhe serviu de mote para canção de abertura.
 
Sabe por que? Por conta do booklet, seu caderninho de anotações que veio junto com o CD. Revelar as histórias por trás de todo o repertório. E com fotos, Patti. Que presente! 
 
Suas motivações são tão diversas e, ainda assim, plenamente coerentes. Godard, Bulgakov, Gogol, Tarkovsky, Piero della Francesca, São Francisco, Sun Ra, Neil Young, Tom Verlaine…
 
Você abraça tudo calorosamente; tive essa impressão. E não falo por você ter composto “Nine”como presente de aniversário para Johnny Depp. É a relação que você estabelece com sua banda, amigos, parceiros. 
 
Uma relação de grande afetividade, que também se estende aos lugares que você visitou, por terra ou mar.  Cidades, portos, pessoas e paisagens que acabaram conferindo esse ar aventureiro a Banga.
 
Sabe, Patti, não gosto muito de elegias. Porque são raras as que não resvalam em pieguice. Você passou longe disso. Bravo, menina.
 
Agora ouço “Maria” pensando na atriz Maria Schneider que você conheceu na época de Horses!  E surge a imagem dessa “garota – sem nome – vagando pelo  deserto de Antonioni”.  
 
Já “This is the girl”, para Amy Winehouse, a letra entregava. Mas não os detalhes peculiares: era um poema, não uma letra. O disco já tava pronto. E a canção que Tony te mostrou, uau, poderia se encaixar no repertório de Amy, que coisa. 
 
E a busca que resultou em “Constantine’s Dream”? Digna dos melhores contos fantásticos. Acordar depois de um sonho apocalíptico, ir à uma igreja rezar e encontrar, finalmente, a pintura que você procurou por anos, desde que recebeu aquele cartão postal em 88, nossa, é coisa do outro mundo.
 
Permita-me contar algo revelador que se passou comigo. Bem antes de ler sobre Banga, levei-o pra “passear”. Simplesmente botei o disco pra tocar ao ar livre. Eu, deitada na grama, minhas duas meninas brincando em volta, cabeça nas nuvens
 
Ao ouvir a canção de Neil Young, tão bem escolhida para encerrar este trabalho,  não consegui mais distinguir de onde saíam aquelas vozes infantis. Das minhas filhas? Ou das crianças que gravaram no disco? Eram, de fato, vozes das “nossas crianças”, Patti. Não foi assim que você as chamou no texto? 
 
E veio a epifania: descobrir novos mundos como Américo Vespúcio, transformar-se com eles, se lançar ao desconhecido. Tudo isso só faz sentido quando se tem para onde voltar
 
Para nosso quintal. E embarcar – como você sugere – “na aventura das nossas crianças”.
 
Patti, sua linda!
Aquele abraço, 
 
L.
 

3 x 4 com MARCELO NOVA

25 jun

Publicado às 15h32

0 Comentários
Marcelo Nova não tem papas na língua. Fala o que pensa. Construiu sua carreira sem fazer concessões.
 
Recusou proposta de uma grande gravadora e tomou de assalto rádios de todo o Brasil com o Camisa de Vênus, nos anos 80. Punk rock nacional tocando na FM, pensa.
 
Mas punk mesmo é a mãe dele, Dona Hélia. Marcelo, no fundo, é um gentleman. Admira Leonard Cohen e tem parentesco com o poeta Carlos Drummond de Andrade.
 
Muitos diziam que ele seria o sucessor de Raul Seixas. Ele nunca aceitou o rótulo. Foi muito amigo do Maluco Beleza. Gravou com ele A Panela do Diabo e o acompanhou em seus últimos shows.
 
Marcelo Nova é um dinossauro do rock. E acha isso uma delícia.
 
A seguir, um retrato 3×4 de Marcelo Drummond Nova.
 

INDIEpedia: Dudu Tsuda

22 jun

Publicado às 13h32

0 Comentários
 
Ele está lançando agora seu primeiro disco solo, Le Son Par Lui Même. Mas, nos últimos anos, tocou com tanta gente que é muito provável que você já tenha visto o rapaz por aí. 
 
Entre sua “banda mãe”, o Jumbo Elektro, a parceria com Tiê num cabaré pop e acompanhando gente como Fernanda Takai, Tulipa Ruiz e Junio Barreto, Dudu Tsuda chegou a participar de 9 projetos musicais ao mesmo tempo. 
 
Toda essa experiência – fora sua atuação como performer e artista visual – se reflete na produção que agora apresenta. Dudu decidiu dar vazão ao que não cabia em suas colaborações com outros músicos. 
 
Na entrevista abaixo, ele rememora sua trajetória e explica como chegou a esta coleção de canções em que alia música pop e experimentalismo de forma muito sofisticada. 
 

(Entrevista por Katia Abreu)
 

Dudu Tsuda
 
De onde vem: São Paulo – SP
 
Quem são: Dudu Tsuda (voz e moog, hammond organ, piano, teclados, beats eletrônicos, bases eletroacústicas e synths), Liliana Morais (voz), Guilherme Held (guitarra, violão de aço, lap steel e e-bow), Rafael Zenorini (guitarra), Bruno Serroni (baixo e cello), Richard Ribeiro (bateria, metalofone e percussão) e Daniel Gralha (flugelhorn e trompete)
 
 
Para quem curte: Stereolab, Erik Satie e Sonic Youth
 

VANESSA DA MATA: entre Gonzaga e a Europa

20 jun

Publicado às 14h42

0 Comentários
Vanessa vai cantar Luiz Gonzaga. E isso é muito natural. Vanessa gravou coletânea que revisita Guilherme Arantes. Também não é um choque. 
 
O que parece dissonante é o hiato entre seu ultimo disco, Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias, e o que está por vir. 
 
O intervalo mais longo não se deve a nenhuma crise criativa. Compositora antes de tudo, Vanessa vai burilando a nova leva de canções, sozinha e com novos parceiros. 
 
 

 
Enquanto isso, segue com a turnê de seu disco mais recente aqui e além-mar: ela embarca para a Europa em julho, para uma série de shows. 
 
Encontrei Vanessa no final de uma manhã fria em São Paulo. Era hora do almoço; nós duas confessadamente famintas. Julguei que o apetite encurtaria nossa conversa.  Que nada.  Os dez minutos previstos viraram quarenta. Falar de música sem pressa, para Vanessa, também é muito natural. 
 
 
Quanto tempo você está com a turnê do Bicicletas? É uma das mais longas que você já fez?
 
Quase dois anos. O disco saiu em outubro de 2010. Não. Eu tive turnês mais longas. Acho que vai ser mais ou menos igual. São mais ou menos duzentos shows. 
 
O que determina o final de uma turnê? Quando que você bota ponto final: “agora esse disco já teve seu tempo vou parar e pensar em outro”?
 
São várias coisas. Primeiro a demanda de shows. Depois um cansaço daquele trabalho, uma vontade de fazer outro. Como eu sou também compositora, começam a vir músicas que você quer tornar visível para todo mundo, você quer levar para as pessoas. E essa vontade do novo vai aparecendo, não tem jeito. Porque shows, mesmo se tiver uma demanda menor, se quiser você baixa o cachê e continua trabalhando. Mas pra mim, esse ponto final é quando começa a ter um certo cansaço das músicas e essa vontade de mostrar algo novo emerge. 
 
 

 
Muitas músicas são feitas no quarto de hotel, nas viagens de van durante turnês. Você tem essa prática?
 
Tenho o tempo todo. E quanto mais exausta… é uma sensação de pirraça, sabe? Estou quase dormindo, vem uma música incrível e eu várias vezes já parei e falei: não vou fazer. 
 
Você consegue domar isso? Você resiste a esse impulso?
 
Eu me sinto escrava. Então, quando eu preciso dormir, não gravo. Durmo e a música é esquecida. E é duro. Me sinto culpada, me sinto mal. Hoje em dia, se eu começo a fazer uma música em seguida vem outra e outra e depois outra. Elas montam na minha cabeça de uma maneira que não consigo dormir. Eu já fico bolando como é que vai ser a frase dos metais, a frase da guitarra, o que vai primeiro, o que vai ser o refrão, o verso final. E aí, fico embolada naquilo que não consigo descansar. E no outro dia tenho que dar conta do show, a voz tem que estar boa. 
 
Você compõe no violão?
 
Não. Eu componho no “Lá lá lá”. (risos)
 
Mas você estudou que instrumento?
 
Com 15 anos, fiz sete meses de violão. Piano fiz três aulas. (risos) Mas eu quero voltar a fazer. É que não tem mais tempo. Não tenho essa disponibilidade. E hoje é tão fácil, tão rápido. Outro dia fiz umas músicas com um parceiro antigo meu, o Liminha, e com o Gilberto Gil. O Gil falou que seria bacana se eu soubesse tocar, porque seria mais independente. Mas eu não acho… O Liminha não. Ele adora que eu não toque porque eu vou muito mais rápido do que qualquer pessoa que sabia tocar, porque eu não tenho que parar para fazer harmonias. Eu não percebo que tem uma dificuldade, então vou descer a melodia. Ela sai da forma que eu acho mais natural e que eu acho mais bonita e eu coordeno sem pensar no instrumento. E depois o cara se vira para tirar e eu vou dizendo: “não, não é esse arranjo, não tem sétima aí…”
 
Você falou do Limina, do Gil… você pode adiantar coisas que tem pela frente? O que já tem na sacolinha de músicas novas?
 
Eu sempre fiz música e essas músicas elas dependem muito do núcleo do disco. Então, se eu te falar “ah, vou fazer música com o Liminha no próximo disco” eu vou estar pecando, porque um próximo disco não depende dessas canções. Já tenho músicas na minha cabeça que acho que vai ser a partir delas, músicas minhas. Mas ao mesmo tempo, é uma longa etapa até o disco novo que podem aparecer coisas novas. Eu vou fazer agora um projeto de Luiz Gonzaga, especialmente para o SESC Pinheiros…
 
Antes de falarmos do Gonzaga… Você participou agora do disco A Voz da Mulher na Obra de Guilherme Arantes, como foi?
 
Um disco lindo e muito importante porque ele é um excelente compositor. E a gente tem uma ideia de que se o arranjo for mais popular,a gente não sabe analisar aquelas melodias tão lindas. Ou a letra, se ela é direta, bem feita – as letras são muito bem feitas. Mas o Guilherme estava num lugar da década de 80 que não tinha nada a ver com ele, que passou… E ele não é só isso. A Adriana Calcanhoto começou a tocar em show, eu gravei… ele continuou fazendo muitos shows, mas não aparecia na grande mídia. 
 
 

 
E você que escolheu a canção, “Cuide-se Bem”?
 
Não, o Zé Pedro me mostrou e achei linda. Porque é uma letra que tem a ver com todo mundo: "Cuide-se bem! / Perigos há por toda a parte / E é bem delicado viver / De uma forma ou de outra / É uma arte, como tudo… / Cuide-se bem! / Tem mil surpresas / A espreita / Em cada esquina / Mal iluminada / Em cada rua estreita / Do mundo… / Pra nunca perder / Esse riso largo / E essa simpatia / Estampada no rosto…".  É lindo isso. A gente vive num país perigoso, pobre pra tanta gente e é preciso ter consciência disso… São tantos perigos, tantas decepções amorosas, a gente vai envelhecendo, e a gente tem que cuidar do sorriso, do bom humor, de perceber coisas bonitas na vida, de olhar sempre para algum lugar… A gente tem que saber de tudo que existe e tentar sobreviver da melhor forma. E essa música tem a ver com isso. E de não perder a inocência, buscá-la sempre no bom sentido. 
 
 

 
Você acabou dando um significado novo para a música…
 
Quando eu vi a letra: “Gente, parece que ele está cantando para mim”. Essa coisa da sensibilidade e do talento de quem escreve para muita gente. Você sempre acha que ela está cantando para você porque ela está cantando para você. (risos)
 
E o Gonzaga, como esse projeto chegou até você? Ele é outro artista que está muito presente na memória de todo mundo. 
 
É, exatamente. É um mapa do DNA da expressão brasileira. Antropologicamente, se você pegar qualquer pesquisador, você vai ter aquela figura no imaginário brasileiro: do chapéu, do nordestino guerreiro, do caixeiro viajante, do homem que vendia palavras, da sanfona que vai em todas as cidadezinhas brasileiras… Foi o inventor do baião. Eu ouvia Luiz Gonzaga quando criança no Mato Grosso. A gente saia para dançar forró e ouvir Luiz Gonzaga e todos os outros forrós de duplo sentido, que era divertidíssimo, o barato era descobrir o duplo sentido… O Luiz Gonzaga tinha uma poética esmagadora e uma melodia da fala nordestina… O nordeste tem uma coisa rica, uma coisa feliz, alegre, que é de quem busca a vida. 
 
 

 
E é uma luta diária, né?
 
Sim, uma luta de quem quer viver, de quem gosta de viver. E o Gonzaga é o começo disso. Quando o Brasil inteiro cantou e ele foi para todos os canais de televisão e virou o Rei do baião e traduzia esses assuntos todos de uma maneira maravilhosa. 
 
Então para você esse mergulho na obra dele vinha desde a infância. Mas como é encarar o repertório dele nesse projeto? Qual é a ideia: manter a tradição ou trazer pro teu universo musical? 
 
As duas coisas. A gente está ainda no processo. Mas a sanfona tem que estar presente, a tradição está aí, mas ao mesmo tempo são versões. A gente não tem como fazer igual e nem deve, é trazer isso para a nossa geração. É muito delicado. E eu trago isso com uma liberdade muito boa. Já começa que é uma mulher cantando as músicas de um cara que tinha uma voz tão imponente e isso já me dá uma liberdade enorme. E eu sou compositora também e quando você compõe, automaticamente, você tem uma relação com a estrutura da música, com a composição dele que é diferente da relação que quem é só interprete. Você percebe como ele ligou cada palavra, para traduzir cada imagem e o que cada melodia leva de sentimento na resolução daquela estrutura toda. 
 
 

 
Como foi a seleção do repertório?
 
Ah, tem muita coisa. Eu estou pegando coisas de que eu gosto, que eu ouvia de criança e que eu acho que são recados bons. E tou pegando coisas também que foram importantes para a carreira dele. Mas eu sei que vai faltar algo, porque são muitos discos, muitas coisas que ele fez. Tem coisas que ele fez com o Gonzaguinha depois que eu adoro também. É um bom passeio e é um bom descanso do meu trabalho também.
 
E você se viu cantando num outro registro, você descobriu no repertório do Gonzaga alguma coisa tipo: “opa, eu nunca cantei desse jeito”? 
 
Eu acho que cada repertório é de um jeito… No meu repertório mesmo, eu acho que eu canto menos cantando músicas minhas, porque elas são muito intimas, do que cantando músicas de outras pessoas. 
 
Em que sentido cantar menos?
 
Menos de facilidade mesmo. Elas são difíceis para mim. Sempre foi isso. Quando pego músicas de outros compositores, eu fluo mais como cantora. Nas minhas músicas eu falo muito pelas letras, mas quando é de outro é engraçado porque eu posso brincar mais, eu não tenho relação direta com aquele sentimento. Aquele sentimento é emprestado. Eu fico menos envergonhada, eu posso cantar de várias maneiras. 
 
Não tem aquele sentimento de apego, de “eu estou cantando desse jeito porque eu fiz desse jeito”, né?
 
É, diversas canções que eu fiz entre quatro paredes e quando eu fui abrir, cantar para milhares de pessoas… sei lá, Fortaleza 75 mil pessoas, ai você fala: “gente, você não tem vergonha na cara de cantar isso?” (risos) Quando eu componho eu falo para mim, quando eu canto eu falo para milhares e eles pegam isso para eles… Vai se multiplicando. Mas é bom também, porque a minha timidez é chata, ela me segura. Então isso é um exercício. Não posso me limitar no palco. 
 
***
 
LUA CHEIA DE BAIÃO
Vanessa da Mata canta Luiz Gonzaga
Sexta (22/06) e sábado (23/06), às 21h; domingo (24/06), às 18h
SESC Pinheiros: Rua Paes Leme, 195, Pinheiros – São Paulo, SP
Ingressos: ESGOTADOS!
 

perfil do autor

Lorena Calabria

Jornalista cultural desde os anos 80, Lorena Calabria foi editora na Revista Bizz e comandou os programas de TV Clip Clip, Metrópolis e Ensaio Geral. Apresenta o Terra Live Music, toda quinta, às 16h.




Últimos comentários