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 Compay Segundo |
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O lendário músico cubano Compay Segundo morreu ontem à noite em Havana aos 95 anos, informou hoje, em Madri, sua gravadora Warner. Máximo Francisco Repilado Muñoz, nome de Compay Segundo, estava com a saúde delicada há vários dias - insuficiência renal e complicações. Ele nasceu em Siboney, na província de Santiago de Cuba, no leste da ilha.
Ouça Buena Vista Social Club
Ouça Compay e seu disco Duets
Diante da gravidade de sua doença, Compay Segundo decidiu recentemente cancelar todas as atuações previstas. A última vez que fez um concerto foi em fevereiro passado, no Auditório Nacional da Cidade do México.
O músico morreu dois dias depois de ter recebido em Havana a homenagem dos músicos de sua banda, em um concerto no qual interpretaram vários de seus sucessos mais populares como Fidelidad, La negra Tomasa, Huellas del pasado, Juramento e El vendedor de agua.
Nascido em Siboney, na província de Santiago de Cuba, no oeste da ilha, e filho de um funcionário da ferrovia andaluz e uma negra crioula, Compay Segundo aprendeu a tocar o três (instrumento da família do violão, com apenas três cordas e típico das áreas rurais cubanas) e o clarinete, a cantar e compor na dourada década de vinte.
Após colaborar com figuras da relevância de Antonio e Evelio Machín e Benny Moré, começou a trabalhar na agricultura e, depois de sua aposentadoria, retomou a carreira musical. Basilio Repilado, um dos filhos do músico cubano, disse este fim de semana em Havana que devido ao delicado estado de saúde de seu pai tiveram que cancelar suas atuações na temporada da Grã-Bretanha, Espanha, Itália e Canadá.
O filho de Compay acrescentou que seu pai trabalhava atualmente em um disco, que ainda não tem nome, que deve chegar ao mercado entre agosto e setembro. A nova gravação terá dez músicas, a maioria do nonagenário cantor cubano, e outras antológicas como Perfídia e Toda una vida.
Apesar de seu longa carreira artística, Compay Segundo não ficou famoso internacionalmente até meados dos anos 90. Compay participou do disco e do filme Buena Vista Social Club, impulsionados pelo violonista americano Ry Cooder e o músico cubano Juan de Marcos González.
Compay passou pelos palcos mais importantes do mundo com Buena Vista, junto com figuras como Ibrahim Ferrer, Rubén González e Omara Portuondo. Desde 1996, gravou nove discos, entre eles Antologia de Compay Segundo, Yo vengo aquí, Calle Salud, Saludo Compay e Las flores de la vida.
O criador da popular música Chan-chan guardava em sua casa uma estatueta do Grammy pelo disco Buena Vista Social Club, recebido em 1997, junto com outros numerosos prêmios conseguidos em sua carreira.
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