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Música
Sexta, 28 de abril de 2006, 14h11  Atualizada às 14h10
Sandy & Junior faz produção rica com música pobre
 
Mauro Ferreira
 
Divulgação
A dupla Sandy & Junior
A dupla Sandy & Junior
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Há duas formas de se avaliar este 15º álbum de Sandy & Junior. Se o parâmetro for a qualidade da produção, Sandy & Junior é o melhor título da discografia da dupla.

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O argentino Sebastian Krys - secundado por Otávio de Moraes e pelo próprio Junior - inseriu os irmãos no universo do pop rock internacional com produção grandiosa e azeitada.

O CD é muito bem tocado, os arranjos são bacanas e as vozes estão harmonizadas com requinte, especialmente em Você Não Banca o meu Sim. Todas as faixas têm instrumental à altura dos melhores trabalhos do gênero.

Se o parâmetro, contudo, for a qualidade das composições, o disco pode ser encarado como o pior da dupla. Afinal, a ambição foi grande e a intenção é tirar os irmãos do universo infanto-juvenil a que eles parecem confinados mesmo depois de adultos.

E o álbum não cumpre esse objetivo - como o anterior Identidade (editado em 2003 e recebido com certa frieza pelo público) também não cumpriu. Falta repertório para tal.

Em bom português: a produção é rica, mas a música é pobre. Sandy & Junior não são compositores inspirados. Um dos erros é o expressivo número de músicas assinadas pela dupla, sozinha ou em parceria. Teria sido salutar experimentar outros autores, outras levadas.

De nada, então, adianta Sandy ensaiar em Discutível Perfeição uma revolta contra sua imagem de princesa certinha. Até sua letra-desabafo parece concebida numa sala de marketing.

De nada adianta gravar um rock razoável de Frejat e Mauro Santa Cecília (O Preço). E de nada adianta juntar Milton Nascimento e Black Eyed Peas em Nas Mãos da Sorte, um samba-rap de sotaque gringo em que Milton chega a constranger ao dizer um punhado de versos-clichês de Gabriel O Pensador sobre a injustiça social. Alguma coisa continua soando fora da ordem.

"Me olho no espelho e já nem sei mais quem sou", canta Sandy em Estranho Jeito de Amar, a balada que abre o CD. Sim, há baladas (Nós Dois no Abismo, Ida nem Volta), há versões (Replay, eleita a primeira música de trabalho) e há faixas de batida mais pop (Tudo pra Você).

São 12 músicas em 42 minutos. Findas as sucessivas audições do CD, fica difícil apontar uma melodia realmente bonita, uma letra que fuja dos lugares-comuns, enfim, algo que soe realmente verdadeiro.

Sandy está cantando bem. Junior não faz feio como baterista no meio de músicos mais tarimbados. Mas paira no ar a sensação de que não será com este CD Sandy & Junior que os carismáticos irmãos irão ultrapassar a barreira infanto-juvenil e encontrar sua identidade musical.
 

O Dia

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