Especiais
Festival de Verão
Madonna

 Sites relacionados
Arquivo do Rock
FM O Dia
Dynamite
Kboing
Nando Reis
Palco MP3
Território da Música


  Letras e cifras


 Notícias por e-mail
Receba as últimas notícias no seu e-mail
 Fale conosco
Mande suas críticas e sugestões. Participe!





Música
Terça, 25 de abril de 2006, 17h25 
Antropólogo produz documentário sobre heavy metal
 
Nichola Groom
 
 Últimas de Música
» Paul McCartney encanta Paris em show para 18 mil pessoas
» Roqueiro francês Johnny Hallyday é operado em Los Angeles
» Site afirma que U2 fará show com Paul McCartney no Rio
» Claudia Leitte grava música para campanha contra drogas
Busca
Busque outras notícias no Terra:
O antropólogo Sam Dunn, há seis anos, fez uma transição incomum: depois de estudar refugiados guatemaltecos, atuou como ator em seu próprio filme sobre metaleiros cabeludos vestidos de couro.

Confira mais de 500 mil letras de música

Mas o salto de uma coisa à outra fez sentido para o canadense de 30 anos. Afinal, ele é fã inveterado do heavy metal desde a adolescência.

O resultado do trabalho que ele e o co-diretor Scot McFadyen fizeram durante cinco anos, explorando o que eles descrevem como "a cultura do heavy metal", é Metal: A Headbanger's Journey, um documentário que lança um olhar antropológico sobre o gênero musical, estudando suas ligações com violência, sexualidade e religião.

O filme está previsto para chegar aos cinemas de cidades como Los Angeles, Houston e Salt Lake City nas próximas semanas e será lançado em DVD ao final de maio.

De acordo com Dunn e McFadyen, o objetivo do filme é explicar por que o heavy metal, um gênero de rock popularizado por bandas como Black Sabbath, Iron Maiden e Slayer e conhecido por seus refrões pesados de guitarra e suas letras polêmicas, é desancado pelos críticos, enquanto seus milhões de fãs em todo o mundo são estereotipados como sendo violentos ou satânicos.

Dunn, um ruivo cabeludo e magro, é o narrador do filme e também seu personagem principal - algo que, num primeiro momento, ele viu com desconfiança, mas depois constatou que se enquadra na prática antropológica comum de observar as culturas por meio da participação.

"Você cresce como fã do heavy metal, então é essa a música que você ama", disse ele em entrevista recente, acrescentando que o filme o obrigou "a enxergar o heavy metal através de uma lente diferente da de um adolescente obcecado pelo Slayer".

De fato, o jeito calmo e pensativo de Dunn quando ele percorre os festivais de heavy metal e conduz entrevistas com seus ídolos musicais parece incorporar a mensagem central do filme: que a cultura ocidental preponderante não compreende os fãs do heavy metal.

Metaleiros são Incompreendidos
"Quando eu era adolescente, sempre havia mais brigas nas festas da faculdade do que nos shows de heavy metal", disse Dunn. "O metal é uma catarse, é uma forma de música emocional, e isso é algo que as pessoas costumam esquecer."

O filme volta às origens do heavy metal, na década de 1970, com o Black Sabbath, e destaca vários subgêneros populares, através de entrevistas com ícones do heavy metal como o vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson, e estrelas mais jovens e underground, como Angela Gossow, do grupo sueco Arch Enemy.

Gossow é uma das poucas cantoras metaleiras a usar um estilo de cantar gutural conhecido como "death grunts", ou "gemidos de morte".

Mas algo mais importante para Dunn e McFadyen é o fato de que o filme explora a obsessão do heavy metal com a violência e a religião. Ele procura derrubar estereótipos que, segundo os diretores, já levaram à proibição de álbuns de heavy metal e a ações judiciais que acusam bandas como Slayer e Judas Priest de levar seus fãs a cometer suicídio ou assassinatos.

A maioria dos músicos e fãs entrevistados no filme nega que o gênero advogue o satanismo ou a violência, dizendo que esses temas fazem parte de uma encenação.

Mas em uma das partes mais dramáticas do filme, Dunn viaja à Noruega para estudar a ligação entre um subgênero do heavy metal conhecido como black metal norueguês e uma série de incêndios criminosos de igrejas cometidos no início dos anos 1990.

Em entrevista, o músico de black metal Jorn Tunsberg, condenado pelos incêndios, diz que não se arrepende de ter queimado uma igreja, mesmo depois de ter cumprido pena de prisão por isso.

O próximo projeto da dupla de cineastas vai estudar "a globalização do heavy metal", segundo McFadyen, e a popularidade do gênero em países como a Indonésia, o Brasil e o Marrocos.

Mas nada disso vai afastar Sam Dunn de suas raízes na antropologia. Ele pretende retornar à universidade, em Toronto, para fazer seu PhD. O tema? O heavy metal, é claro.
 

Reuters

Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

 
 » Conheça o Terra em outros países Resolução mínima de 800x600 © Copyright 2009,Terra Networks Brasil S/A   Proibida sua reprodução total ou parcial
  Anuncie  | Assine | Central do Assinate | Clube Terra | Fale com o Terra | Aviso Legal | Política de Privacidade