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Música
Quinta, 2 de fevereiro de 2006, 07h07  Atualizada às 20h46
Elite paulistana rebola ao som do funk carioca de Tati Quebra-Barraco
 
Ricardo Pieralini
 
Marcelo Pereira/Terra
Jovens com roupas provocantes pagam até R$ 45 para dançar funk carioca de Tati Quebra Barraco em São Paulo
Jovens com roupas provocantes pagam até R$ 45 para dançar funk carioca de Tati Quebra Barraco em São Paulo
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"É som de preto, de favelado, mas quando toca ninguém fica parado." Os versos, cantados em coro, saem da multidão que lota uma boate da Vila Olímpia, bairro chique de São Paulo. Todas as quartas-feiras, cerca de duas mil pessoas vão ao local curtir a nova mania da elite paulistana: rebolar ao som do funk carioca.

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Na frente do Armazém da Vila, casa aberta no ano 2000, encostam carros importados que pagam R$ 15 pelo estacionamento. Nas filas imensas, meninas com roupas curtas e da moda aguardam ansiosas a apresentação de Tati Quebra-Barraco - com ingressos que variam de R$ 25 a R$ 45.

"Vim aqui para ver a Tati", diz a estudante Tamiris Ferreira, 18 anos. "Gosto de ouvir no carro ou na balada. Faço isso desde que começou essa moda. Mas acho que o funk tem muita baixaria. Não é para refletir", analisa.

Depois da crítica, porém, a menina emenda. "Minha música preferida é Frango Assado", fala entre sorrisos tímidos. O motivo: a canção descreve posições sexuais e preferências nada comportadas.

Pegação
Esse misto de fascínio e pudor em relação ao lado erótico do funk de Tati Quebra-Barraco (que desde setembro está em temporada fixa no Armazém) é experimentado por boa parte da elite paulistana.

A modelo Juliana Janeri, por exemplo, diz que adora dançar ao som de funk. "Mas acho muito pornográfico", fala a garota, de 18 anos. "Me disseram que aqui é uma 'pegação', que o pessoal chega passando a mão. Pensei até em trazer uns amigos", conta.

O receio, ao menos aparentemente, não se justifica. A casa tem seguranças a cada 10 metros. Qualquer exaltação é rapidamente controlada. E nem o consumo excessivo de whisky com energético (mistura mais consumida pelos funkeiros paulistanos) parece afastar a tranqüilidade.

"Eu só quero é ser feliz, viver tranqüilamente na favela onde eu nasci...", cantou a multidão, que depois de assistir ao show de Tati rumou para casa, na madrugada, deixando apenas na memória os vestígios dos morros cariocas.
 

Redação Terra
 
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