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Os Rolling Stones quebraram em 2005 seu próprio recorde de 11 anos de concerto mais rentável na América do Norte, fazendo com que a venda de ingressos subisse para um patamar inédito, disse a publicação Pollstar na quinta-feira.
Os Rolling Stones venderam US$ 162 milhões em ingressos para seu show, tocando velhos sucessos para 1,2 milhão de pessoas, enquanto os roqueiros irlandeses do U2 arrecadaram US$ 138,9 milhões depois de tocarem para 1,4 milhão de fãs. O U2 teve que trabalhar um pouco mais duro para ganhar dinheiro, realizando 78 shows na América do Norte, em comparação com 42 concertos dos Stones.
O recorde anterior para a renda de uma turnê era de US$ 121 milhões, obtida pelos próprios Stones em 1994.
A cantora canadense pop Celine Dion ficou em terceiro lugar na lista, com US$ 81,3 milhões, obtidos graças a seus shows no Caesars Palace em Las Vegas, onde ela cantou suas baladas para os turistas em 155 shows.
Paul McCartney e o grupo Eagles ficaram em quarto e quinto lugares, respectivamente, com vendas de US$ 77,3 milhões e US$ 76,8 milhões.
Segundo a Pollstar, a venda de ingressos para os 100 maiores concertos subiu para US$ 3,1 bilhões, ultrapassando o recorde do ano passado, que foi de US$ 2,8 bilhões, graças a um aumento no preço médio do ingresso de US$ 52,39 para US$ 57. De fato, os 100 maiores shows venderam um total de 36,1 milhões de ingressos, 1,5 milhão a menos do que no ano passado.
O aumento no preço dos ingressos, combinado com o declínio no número de ingressos vendidos, foi "um pouco desconcertante", disse Gary Bongiovanni, editor da publicação californiana Fresno.
A culpa varia, dependendo de quem responde a pergunta. Os promotores dizem que os artistas estão exigindo dinheiro demais, obrigando-os a cobrar mais pelos ingressos. Os artistas dizem que os promotores continuam oferecendo acordos mais lucrativos, que eles não conseguem rejeitar, principalmente quando a venda de CDs diminui.
Os novos álbuns dos Stones e de McCartney tiveram vendas decepcionantes, enquanto o Eagles não lança um novo disco gravado em estúdio há décadas.
A cena musical norte-americana pode ser um pouco mais silenciosa no ano que vem, com os Stones e o U2 voltados para o mercado internacional. Shows de bandas veteranas como o Who, Prince, Queen com Paul Rodgers e do líder do Pink Floyd David Gilmour, podem ocupar o espaço.
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