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Música
Sexta, 25 de novembro de 2005, 11h57 
Show de Buddy Guy faz Porto Alegre parar
 
Bruno Maestrini
 
Bruno Maestrini/Redação Terra
Buddy Guy entretém o público por quase três horas
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Porto Alegre parou esta quinta-feira. A noite em que Buddy Guy subiu - e desceu, e subiu de novo, diga-se de passagem - do palco do Teatro do Sesi foi inesquecível para qualquer um que estava na platéia.

Veja as fotos!

Simpático, bem-humorado e extremamente afetuoso com o público, Buddy Guy tocou sucessos da sua carreira e de outros grandes músicos do blues.

O show de abertura foi de Fernando Noronha, um velho conhecido dos gaúchos, que já abriu para o B.B. King, e até Judas Priest. Na época, quase dez anos atrás, King fez muitos elogios ao rapaz, que estará lançando, em breve, um disco, intitulado Bring it Down.

A lenda viva sobe no palco já mostrando para o povo por que ele está ali: para um bom e velho blues. Com grande habilidade de improviso, elemento essencial para um bom blues, começa o show detonando incríveis solos.

Buddy Guy, como ninguém mais, sabe aproveitar o silêncio durante a música. Com uma voz suave, suspiros e respiração forte, Guy consegue colocar uma emoção na canção nunca antes vista. Consegue-se realmente sentir a paixão pela música e a honestidade do bluzeiro ao pronunciar as palavras. As músicas de Guy, naquele pianissimo característico, buscam lá das tripas o som. Por várias vezes o músico pediu silêncio à platéia, e tocou, bem de leve, um triste blues.

Sorridente do início ao fim, Buddy Guy desceu do palco, deu voltas e mais voltas por entre a galera, sem nunca parar de tocar. Sempre solando o músico subiu no mezanino, passou por entre as poltronas e cantou com o público. E não pensem que foi rapidinho, Guy ficou uns bons 15 ou 20 minutos se divertindo no meio da platéia. Por diversas vezes Buddy expressou sua paixão pelo Brasil.

Voltando ao palco, Buddy tocou um medley de Muddy Waters, Eric Clapton e Jimi Hendrix, em um bom e velho estilo setentista de tocar. Ao som de Voodoo Child, Buddy Guy usou e abusou de um wah-wah com um peso mais redondo, bem como Hendrix.

Ao final do show, ele distribuiu palhetas, autógrafos e apertos de mão ao público, que há muito havia se levantado e ido junto ao palco. No total, foram quase três horas de show (sem contar o de abertura) e ainda assim, foi muito pouco para satisfazer o povo porto alegrense que, pelo visto, ficaria a noite toda no teatro se pudesse.
 

Redação Terra
 
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