| EFE |
 "Salve o CBGB" é o tema da campanha que está mobilizando Nova York |
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Nem mesmo o apoio de última hora do prefeito Michael Bloomberg e a movimentação de nomes como Steven Van Zandt, Blondie, Public Enemy e Gavin Rossdale conseguiram salvar o CBGB. O diretor da organização beneficente que administra o prédio onde o clube nova-iorquino está situado disse nesta quarta-feira que não vai renovar o contrato de aluguel que acaba de vencer. Uma disputa envolvendo pagamentos passados e o aumento do valor do aluguel foi parar na Justiça e rendeu muita atenção nos últimos meses.
CBGB corre o risco de fechar. Veja vídeo exclusivo feito direto de Nova York!
Show tenta salvar templo do punk em Nova York
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O chamado berço do punk nova-iorquino ainda tem alguns meses de vida. O dono do clube, Hilly Kristal, diz que seus advogados vão apelar da decisão. "Enquanto isso, vamos continuar aqui pelo menos até dezembro tentando conseguir ajuda", disse ele. "O CBGB é um espaço onde os artistas vêm pra se encontrar e tocar as próprias músicas. Por isso é que estamos aqui por quase 32 anos."
Durante um evento organizado em uma importante praça da região sul de Manhattan, várias bandas apresentaram-se para atrair atenção para a causa. Van Zandt, que vem comandando a campanha "Save CBGB (Salve o CBGB)", disse que a luta ainda não foi perdida. "Só vamos sair de lá arrastados", prometeu.
Considerado um marco cultural da cidade por muitos, o clube foi usado na campanha que lançou Nova York como candidata às Olimpíadas de 2012. Na edição desta quinta-feira, o jornal New York Post publicou uma série de comentários de artistas conhecidos sobre o CBGB. "Foi lá que começamos a ter um público", disse Fred Schneider, do B-52's. "Chegamos aos Estados Unidos pela primeira vez em 1978 e fomos direto para lá", contou Sting. "Fizemos dois shows que foram experiências do outro mundo", completou o ex-líder do The Police.
O prefeito Michael Bloomberg disse esta semana que a cidade não vai deixar o CBGB morrer, indicando que estaria disposto a ajudar Kristal a encontrar uma nova locação. Ele disse recentemente que teve convites para levar seu negócio para Las Vegas. "Se me convidarem para mudar o CBGB para São Paulo, eu aceitaria", brincou o empresário.
Nos últimos dias, fãs têm aparecido na frente do clube para saber informações sobre a campanha e conversar sobre a história do local. O estudante mexicano Esteban Ramirez, 18 anos, estava visitando Nova York pela primeira vez e resolveu conhecer o templo do punk. "Querem aumentar o aluguel. É o mesmo que fechar a Estátua da Liberdade para abrir dormitórios de universidades", reclamou ele. "Esse lugar é parte da cultura. Todas as primeiras bandas americanas de punk e new wave tocaram aqui: Patti Smith, Television, Dead Boys, Misfits, Blondie."
Para Carolyn Berger, que trabalha na área de merchandising do clube, "a cidade tem crescido com o CBGB por 32 anos e ver o clube fechar é muito difícil".
"Nós não temos só rock ou punk aqui, temos jazz e outros ritmos, além de uma galeria de arte, uma loja de roupas. É um clube, é um negócio, é vida", completou Carolyn.
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